O Brasil deve criar até o fim de 2026 o Centro Brasileiro de Emergências em Saúde Pública, estrutura voltada à preparação e resposta a epidemias, surtos, crises sanitárias e eventos associados a desastres climáticos. A proposta foi divulgada neste sábado (20) e prevê atuação integrada ao Sistema Único de Saúde.
O novo centro deve ser vinculado ao Ministério da Saúde, com governança sob responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz. A estrutura deve reunir governo federal, estados, municípios, universidades e instituições de pesquisa em uma rede nacional de monitoramento e resposta.
A ideia é que o centro funcione de forma permanente, com capacidade técnica para acompanhar riscos, organizar estratégias de prevenção e coordenar ações em situações de emergência. O objetivo é reduzir atrasos na atuação do poder público diante de novas crises sanitárias.
Entre as atribuições previstas estão o acompanhamento de ameaças à saúde pública, a elaboração de planos de resposta e o apoio à implementação da Política Nacional de Emergências de Saúde Pública. A proposta também busca fortalecer a capacidade do país de agir antes que surtos e epidemias alcancem maior gravidade.
O financiamento deve ocorrer com recursos do Orçamento Geral da União. O projeto também prevê a possibilidade de captação complementar por meio de convênios internacionais e outras fontes de receita.
A criação do centro é tratada como uma medida estratégica para ampliar a preparação do Brasil diante de futuras emergências. A expectativa é que a estrutura ajude o país a responder de forma mais rápida, coordenada e baseada em evidências científicas.