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Banco Master: o que acontece com consignados, salários e pensões?

O Banco Master, que vinha em risco de falência, foi liquidado pelo Banco Central na terça (18). A administração das operações passou para uma empresa indicada pelo BC. O banco vinha tentando ampliar as operações de crédito consignado e, à época da liquidação, tinha convênios com mais de 80 órgãos, entre prefeituras, estados e União.

Especialistas afirmam que esses contratos continuam válidos: quem tomou consignado do Master vai ter de pagar as dívidas. Os pagamentos a quem recebe salário, benefícios ou pensões e aposentadorias por meio do banco devem continuar normalmente até que órgãos migrem contas. Antes de ser liquidado pelo Banco Central, na terça-feira (18), o Banco Master vinha tentando ampliar a participação no mercado de crédito consignado para servidores, beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e trabalhadores da iniciativa privada.

O principal produto nesse mercado, segundo o Master, é um cartão de benefícios intitulado Credcesta, que ao final de 2024 era oferecido em 20 estados e 176 municípios, ante 130 e 176, respectivamente, em 2023. No setor público, o banco diz ter convênio com mais de 80 órgãos, entre prefeituras, governos estaduais e o Comando da Aeronáutica. Segundo o último balanço, o Master tinha, ao final de 2024, R$ 919 milhões a receber em créditos consignados, um valor menor que os R$ 2,6 bilhões do final de 2023.

A liquidação — em que o BC afasta a gestão de um banco e coloca uma empresa para administrar os ativos — não anula a obrigação de quem tomou empréstimo do Master de pagá-lo, segundo especialistas ouvidos pelo g1. “Os contratos não foram extintos. Estava sendo feita a liquidação de um banco e não dos contratos.

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