Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã alegando risco ligado ao programa nuclear iraniano. Ataques atingiram diferentes cidades e foram seguidos por retaliação com mísseis contra Israel e bases americanas na região. Após semanas de tensão diplomática e ameaças públicas, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã, alegando risco iminente ligado ao programa nuclear iraniano.
A escalada abriu um novo capítulo de instabilidade no Oriente Médio, com ataques em várias cidades, retaliações imediatas e mortes no alto escalão do regime de Teerã, incluindo o Líder Supremo. Abaixo, o explica o que motivou a ação, como ela se desenrolou e quais podem ser os próximos passos do conflito. Por que EUA e Israel decidiram atacar o Irã?Quando foi o primeiro ataque e o que aconteceu?Quais foram as principais baixas no topo da hierarquia de poder iraniana?O que acontece com o regime do Irã?Até quando os ataques devem durar?Há propostas de negociações após os ataques?Existe risco de uma escalada nuclear global?
Alegação de bomba atômica: Estados Unidos e Israel dizem que o objetivo principal é destruir o programa nuclear iraniano. Os dois países alegam que o Irã usa o enriquecimento de urânio com a intenção de fabricar armas nucleares, o que o regime nega.Falha nas negociações: Desde o ano passado, EUA pressionam o Irã por um acordo nuclear. O ataque ocorreu após semanas de conversas entre dois países, mas que não trouxeram avanço nas negociações.
Cidades atingidas: Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Em retaliação, o Irã respondeu lançando mísseis contra Israel e atacando bases militares dos EUA no Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes. Líder Supremo: A morte do aiatolá Ali Khamenei foi confirmada; ele foi atingido em seu escritório.Chefes militares: Morreram o ministro da Defesa (Amir Nasirzadeh), o chefe do Estado-Maior (Abdolrahim Mousavi) e o comandante da Guarda Revolucionária (Mohammad Pakpour).Ex-presidente: O governo iraniano também relatou a morte de Mahmoud Ahmadinejad.
O país é governado por leis religiosas, nas quais o Líder Supremo (aiatolá) tem mais poder que o presidente.O aiatolá Alireza Arafi assumiu o posto provisoriamente.Arafi agora comanda um conselho para escolher um novo líder permanente o mais rápido possível. Trump afirmou que as operações militares são “massivas e contínuas” e seguirão nos “próximos dias”. Ao jornal britânico Daily Mail, ele teria dito que a ação levaria quatro semanas.Nesta segunda (2), Israel atacou Beirute, capital do Líbano, após disparos do Hezbollah contra seu território.
Trump declarou que a nova liderança iraniana quer conversar e que ele “concordou em dialogar”, sem definir uma data.No entanto, o secretário de Segurança do Irã desmentiu o presidente americano, afirmando que o país não negociará com os EUA e que a prioridade agora é defender a pátria. O mundo tem hoje nove países com armas de destruição em massa, nove potências nucleares, incluindo as duas que atacaram o Irã neste sábado: Estados Unidos e Israel. O principal aliado internacional do Irã é a Rússia, que também é uma potência nuclear.
Os russos, no entanto, travam uma guerra contra a Ucrânia e não têm condições de dar um apoio ativo ao Irã. Já a China, que também tem ogivas, já deu sinais de que não vai se envolver no conflito. Os demais aliados do Irã são grupos como Hezbollah, Hamas, Huthis – que não possuem armas nucleares.
Especialistas, no entanto, classificam o momento como um “cenário sombrio”. Isso porque o fim de tratados internacionais e a expansão de arsenais, somados ao ataque direto a instalações nucleares, reacenderam o debate sobre o risco de uma escalada atômica no mundo.