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Anvisa alerta para risco de pancreatite com canetas emagrecedoras

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu na segunda-feira (9) um alerta sobre o risco de pancreatite aguda associado ao uso inadequado de medicamentos injetáveis para emagrecimento, conhecidos como canetas emagrecedoras.

Os medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP‑1, como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida, são aprovados no Brasil para tratamento de diabetes tipo 2 e, em alguns casos, para controle clínico da obesidade. O uso fora das indicações médicas tem crescido, motivando a agência a reforçar orientações de segurança.

Entre 2020 e dezembro de 2025, foram registradas 145 notificações de eventos adversos no Brasil, incluindo seis óbitos potencialmente ligados ao uso dessas medicações. Internacionalmente, mais de 1.200 casos de pancreatite associada aos GLP‑1 foram relatados, com 19 mortes confirmadas.

Desde junho de 2025, a Anvisa exige retenção da receita médica na farmácia, válida por 90 dias, para conter o uso sem supervisão. A agência alerta que sintomas como dor abdominal intensa, náuseas e vômitos devem motivar atendimento médico imediato. Profissionais de saúde devem interromper o tratamento ao suspeitar de reação adversa e notificar casos no sistema VigiMed.

Apesar do alerta, a Anvisa reforça que os medicamentos são seguros quando usados conforme prescrição médica, e que o risco aumenta apenas com o uso indevido. Especialistas chamam atenção para a necessidade de aconselhamento profissional, monitoramento contínuo e conscientização sobre os riscos do uso indiscriminado dessas substâncias.

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