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António José Seguro é eleito presidente de Portugal e consolida a esquerda no poder

O socialista António José Seguro foi eleito presidente de Portugal após vencer o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (8), consolidando a volta da esquerda ao comando político do país. O candidato derrotou André Ventura, líder do partido Chega, em uma disputa marcada pela polarização e pelo avanço da extrema direita no cenário europeu.

Com praticamente todos os votos apurados, Seguro obteve cerca de 67% dos votos válidos, contra aproximadamente 33% de Ventura, segundo dados oficiais das autoridades eleitorais portuguesas. A participação do eleitorado ficou em torno de 50%, índice considerado moderado para o padrão histórico do país.

A eleição ocorre em um momento de forte debate político em Portugal, após as eleições legislativas de 2025 resultarem em um Parlamento fragmentado e no crescimento do Chega como uma das principais forças de oposição. O resultado do pleito presidencial foi interpretado por analistas como uma reação do eleitorado em defesa das instituições democráticas e da estabilidade política.

Durante a campanha, Seguro adotou um discurso de moderação, defendendo diálogo institucional e compromisso com os valores democráticos e europeus. Em pronunciamento após a confirmação do resultado, afirmou que pretende exercer um mandato de equilíbrio, com atenção às demandas sociais e respeito à separação de poderes.

Já André Ventura reconheceu a derrota, mas destacou o desempenho expressivo de seu partido, sinalizando que seguirá atuando como liderança da oposição e mantendo pressão sobre o sistema político tradicional.

Embora a Presidência da República em Portugal tenha funções majoritariamente institucionais, o cargo possui atribuições relevantes, como o poder de veto a leis e a possibilidade de dissolução do Parlamento em situações excepcionais. A posse de António José Seguro está prevista para março de 2026, quando se encerra o mandato de Marcelo Rebelo de Sousa.

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