O Cruzeiro fechou o Campeonato Brasileiro usando reservas e perdeu por 3 a 0 para o Santos, na Vila Belmiro. Resultado que diz muito mais sobre o elenco para 2026 do que sobre o que foi o ótimo Brasileirão do time. Agora, foco total na Copa do Brasil, que pode sacramentar o “plot twist” de 2025.
O termo inglês representa reviravoltas inesperadas em tramas, como novelas e seriados. A temporada do Cruzeiro se encaixou perfeitamente nesse contexto, com exemplo claro na Série A e que pode ser coroado ainda com o heptacampeonato do torneio eliminatório. Com 34 rodadas no G-4, o Cruzeiro sempre esteve muito perto do objetivo principal do Brasileirão: conquistar vaga na fase de grupos da próxima Libertadores.
Mas, com pontuação sempre próxima de Flamengo e Palmeiras, houve um olhar externo mais voltado ao topo. A dupla que vem protagonizando títulos no Brasil e na América não é de ceder oportunidades, mas elas até surgiram ao longo do Brasileirão. O Cruzeiro não soube aproveitá-las, penalizado principalmente por tropeços contra adversários da parte baixa da tabela – foram oito pontos deixados pelo caminho contra os rebaixados.
Também houve questionamentos justos sobre arbitragem, mas faltou o tão falado “algo a mais”. E o jogo contra o Santos, na Vila, também mostrou algo que faltou no Brasileiro: um elenco mais equilibrado. É claro que o contexto de 11 reservas jogando juntos não é o ideal para analisar o coletivo, mas, individualmente, problemas ficaram claros.