O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém a taxa básica de juros da economia brasileira. A Selic está em 13,75% ao ano, e a expectativa dos analistas consultados pelo Boletim Focus é de um corte para 13,5%.
A decisão será divulgada no início da noite, após a conclusão da penúltima reunião do comitê neste ano. Se confirmada, a redução será a sexta consecutiva.
O encontro ocorre em um cenário de alta recente do dólar e aumento das projeções de inflação. Esses fatores ampliam a atenção sobre o comunicado que acompanhará a decisão e as sinalizações para os próximos meses.
Na reunião anterior, realizada em setembro, o Copom reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano. Na ocasião, o Banco Central destacou a necessidade de cautela diante das incertezas econômicas e das expectativas de inflação acima da meta.
O comitê também apontou riscos relacionados aos conflitos no Oriente Médio, aos preços do petróleo, aos efeitos climáticos sobre a produção agrícola e à possibilidade de uma desvalorização persistente do real.
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Ela influencia o custo de captação dos bancos e serve de referência para os juros cobrados em empréstimos, financiamentos e outras operações.
Juros mais altos tendem a encarecer o crédito e reduzir o ritmo do consumo e dos investimentos. Esse movimento pode ajudar a conter a pressão sobre os preços, mas também dificulta a expansão da atividade econômica.
Quando a taxa cai, a tendência é de redução gradual no custo do crédito. O efeito não é automático nem uniforme, porque as instituições financeiras também consideram o risco de inadimplência, os custos operacionais e as condições de cada contrato.
A decisão também interessa aos investidores, já que mudanças na Selic afetam a rentabilidade de aplicações financeiras e influenciam o comportamento do câmbio e do mercado de ações.