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Eleições podem tirar de Trump o controle do Congresso dos EUA – Click Do Povo

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Eleições podem tirar de Trump o controle do Congresso dos EUA

Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos estão aptos a votar nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. O resultado definirá se o presidente Donald Trump continuará com maioria republicana no Congresso durante os dois anos restantes de seu mandato.

A votação renovará todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Os eleitores também escolherão governadores em 36 estados, além de parlamentares estaduais e autoridades locais.

As eleições de meio de mandato são realizadas na metade do período presidencial e funcionam como uma avaliação do governo. Não há disputa pela Casa Branca nesta votação.

Os republicanos chegam à eleição controlando as duas Casas, mas possuem uma vantagem estreita. No Senado, o partido de Trump ocupa 53 cadeiras, contra 47 da bancada democrata, incluindo os independentes alinhados à legenda.

Na Câmara, são 218 republicanos, 214 democratas, um independente alinhado ao governo e duas vagas abertas. São necessários 218 votos para alcançar a maioria em uma composição completa.

Uma vitória democrata na Câmara permitiria à oposição bloquear projetos, dificultar negociações orçamentárias e comandar comissões responsáveis por fiscalizar o governo.

Os deputados também podem solicitar documentos, convocar autoridades e abrir investigações sobre decisões da Casa Branca.

Caso os democratas conquistem o Senado, poderão controlar a agenda legislativa e dificultar a confirmação de autoridades, embaixadores e juízes indicados pelo presidente.

Mesmo que Trump mantenha apenas uma das Casas, a perda da outra já modificaria a relação entre o Executivo e o Congresso e obrigaria o governo a negociar parte de sua agenda.

Entre os principais temas da eleição estão o custo de vida, a inflação, a imigração, a saúde, a educação, a política externa e os rumos da democracia norte-americana.

A economia aparece como a maior preocupação dos eleitores. Pesquisa do Pew Research Center apontou que 84% dos entrevistados consideram o tema muito importante na escolha dos candidatos.

A votação ocorre ainda em meio ao aumento dos preços dos combustíveis e às consequências econômicas da guerra envolvendo o Irã. A política migratória do governo também ocupa espaço central na campanha.

Trump enfrenta índices elevados de desaprovação. Uma média de pesquisas calculada pelo jornal The New York Times indicou 61% de desaprovação e 36% de aprovação ao governo.

As disputas pelo Senado no Texas, Maine, Ohio, Iowa, Michigan, Alasca e Kansas estão entre as mais acompanhadas. Carolina do Norte e Geórgia também são consideradas decisivas pelos analistas.

Mais de 53 milhões de pessoas já haviam votado antecipadamente até domingo (1º), superando o número registrado no mesmo período das eleições de 2022.

Nos Estados Unidos, cada estado define as próprias regras de votação, apuração e certificação. Os eleitores podem votar antecipadamente, pelo correio ou presencialmente.

Por causa dessas diferenças e do volume de votos enviados pelo correio, alguns resultados podem levar dias para serem confirmados, principalmente nas disputas mais apertadas.

O resultado também poderá repercutir nas relações entre Estados Unidos e Brasil. Uma mudança no controle do Congresso pode ampliar a fiscalização sobre a política externa da Casa Branca e influenciar discussões comerciais, incluindo as tarifas aplicadas aos produtos brasileiros.

Os novos deputados e senadores assumirão os mandatos em janeiro de 2027.

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