A Samsung alertou nesta quinta-feira (29) que a procura por chips utilizados em sistemas de inteligência artificial deverá crescer muito acima da capacidade de produção do setor. A empresa prevê que o mercado de semicondutores permaneça com oferta limitada até 2028.
A fabricante informou que todo o estoque de chips de memória de alta largura de banda previsto para 2026 já foi reservado. Conhecidos pela sigla HBM, esses componentes são essenciais para processadores instalados em data centers e equipamentos voltados à inteligência artificial.
Segundo a Samsung, os principais clientes já solicitam volumes adicionais para ampliar a infraestrutura tecnológica. A companhia estima que os investimentos mundiais em data centers e sistemas de IA alcancem um nível recorde em 2027.
A expansão da oferta, no entanto, exige a construção de novas fábricas e a ampliação das linhas existentes. Esse processo envolve investimentos elevados e pode levar anos até resultar em maior capacidade de produção.
A Samsung pretende aumentar os recursos destinados à divisão de semicondutores. A empresa informou que os investimentos no setor tiveram crescimento de 62% em 2026 e chegaram a 76,8 trilhões de won, moeda da Coreia do Sul.
O avanço da inteligência artificial impulsionou os resultados financeiros da companhia. O lucro trimestral da divisão de chips aumentou cerca de 15 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior.
Entre julho e setembro, o lucro operacional total da Samsung alcançou 107,4 trilhões de won, equivalente a aproximadamente US$ 80 bilhões. A divisão de semicondutores respondeu pela maior parte do resultado.
Apesar do desempenho, as ações da empresa recuaram após a divulgação do balanço. Investidores avaliaram negativamente a ausência de novos planos de distribuição de recursos aos acionistas e compararam as projeções da Samsung com as da concorrente SK Hynix.
A escassez prevista pode aumentar os preços dos chips e pressionar os custos dos fabricantes de servidores, celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos. O impacto dependerá da duração da oferta limitada e da capacidade das empresas de ampliar a produção.
A falta de componentes também poderá afetar o ritmo de expansão de serviços de inteligência artificial. Grandes empresas de tecnologia disputam os chips de maior desempenho para treinar modelos, operar plataformas digitais e construir novos centros de processamento de dados.
A Samsung não prevê uma normalização rápida. De acordo com a empresa, mesmo com o aumento dos investimentos, será necessário tempo para instalar equipamentos, construir unidades industriais e colocar as novas linhas de fabricação em funcionamento.A Samsung alertou nesta quinta-feira (29) que a procura por chips utilizados em sistemas de inteligência artificial deverá crescer muito acima da capacidade de produção do setor. A empresa prevê que o mercado de semicondutores permaneça com oferta limitada até 2028.
A fabricante informou que todo o estoque de chips de memória de alta largura de banda previsto para 2026 já foi reservado. Conhecidos pela sigla HBM, esses componentes são essenciais para processadores instalados em data centers e equipamentos voltados à inteligência artificial.
Segundo a Samsung, os principais clientes já solicitam volumes adicionais para ampliar a infraestrutura tecnológica. A companhia estima que os investimentos mundiais em data centers e sistemas de IA alcancem um nível recorde em 2027.
A expansão da oferta, no entanto, exige a construção de novas fábricas e a ampliação das linhas existentes. Esse processo envolve investimentos elevados e pode levar anos até resultar em maior capacidade de produção.
A Samsung pretende aumentar os recursos destinados à divisão de semicondutores. A empresa informou que os investimentos no setor tiveram crescimento de 62% em 2026 e chegaram a 76,8 trilhões de won, moeda da Coreia do Sul.
O avanço da inteligência artificial impulsionou os resultados financeiros da companhia. O lucro trimestral da divisão de chips aumentou cerca de 15 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior.
Entre julho e setembro, o lucro operacional total da Samsung alcançou 107,4 trilhões de won, equivalente a aproximadamente US$ 80 bilhões. A divisão de semicondutores respondeu pela maior parte do resultado.
Apesar do desempenho, as ações da empresa recuaram após a divulgação do balanço. Investidores avaliaram negativamente a ausência de novos planos de distribuição de recursos aos acionistas e compararam as projeções da Samsung com as da concorrente SK Hynix.
A escassez prevista pode aumentar os preços dos chips e pressionar os custos dos fabricantes de servidores, celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos. O impacto dependerá da duração da oferta limitada e da capacidade das empresas de ampliar a produção.
A falta de componentes também poderá afetar o ritmo de expansão de serviços de inteligência artificial. Grandes empresas de tecnologia disputam os chips de maior desempenho para treinar modelos, operar plataformas digitais e construir novos centros de processamento de dados.
A Samsung não prevê uma normalização rápida. De acordo com a empresa, mesmo com o aumento dos investimentos, será necessário tempo para instalar equipamentos, construir unidades industriais e colocar as novas linhas de fabricação em funcionamento.