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Quedas causam 330 mil internações de crianças em dez anos – Click Do Povo

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Quedas causam 330 mil internações de crianças em dez anos

Mais de 330 mil crianças menores de 10 anos foram internadas no Brasil após sofrerem quedas entre 2016 e 2025. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (21) pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com base nos registros do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde.

Ao todo, foram contabilizadas 330.788 hospitalizações no período, uma média de aproximadamente 33 mil casos por ano. Os dados consideram apenas os atendimentos realizados pelo SUS e não incluem internações ocorridas exclusivamente em hospitais particulares.

Somente no primeiro semestre de 2026, quase 15 mil crianças com menos de 10 anos precisaram ser internadas depois de acidentes envolvendo quedas.

A maior parte dos casos ocorre entre crianças de 5 a 9 anos, faixa etária responsável por 58,6% das hospitalizações. Crianças de 1 a 4 anos representam 33,3% dos registros, enquanto os bebês com menos de um ano aparecem em menor proporção.

Os acidentes incluem escorregões, tropeços e tombos no mesmo nível, além de quedas de camas, sofás, escadas, janelas, brinquedos e equipamentos utilizados em áreas de recreação.

O levantamento também identificou 1.202 mortes de crianças provocadas por quedas ao longo dos dez anos analisados. Especialistas alertam que o número real pode ser maior devido à subnotificação e à ausência de dados completos da rede privada.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, mais de 90% dos acidentes poderiam ser evitados por meio de medidas simples de segurança e supervisão adequada. A prevenção deve acompanhar as diferentes fases do desenvolvimento da criança.

A recomendação é instalar redes ou grades de proteção em janelas, varandas e escadas, manter móveis afastados desses locais e evitar objetos que possam ser utilizados pelas crianças para alcançar áreas elevadas.

Tapetes soltos, pisos molhados e brinquedos espalhados também aumentam o risco de acidentes. Em banheiros, os responsáveis podem utilizar tapetes antiderrapantes e barras de apoio, principalmente em ambientes frequentados por crianças pequenas.

A SBP também desaconselha o uso de andadores infantis. O equipamento pode facilitar o acesso da criança a escadas, objetos perigosos e superfícies elevadas, além de não oferecer benefícios comprovados ao desenvolvimento motor.

Após uma queda, os responsáveis devem observar sinais como perda de consciência, vômitos repetidos, sonolência excessiva, dificuldade para caminhar, convulsões, sangramentos ou comportamento diferente do habitual. Nessas situações, a criança deve receber atendimento médico imediatamente.

Mesmo quando não há ferimentos aparentes, impactos na cabeça ou quedas de locais elevados exigem atenção. A orientação é não movimentar a criança caso exista suspeita de lesão na coluna e acionar o serviço de emergência.

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