O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (26) que recusou formalmente uma proposta de acordo de paz apresentada pelo governo do Irã. Segundo o líder republicano, o plano diplomático de Teerã previa a garantia de livre circulação de navios mercantes e a desobstrução total do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido globalmente — sob a condição de que a Casa Branca revogasse imediatamente as principais sanções comerciais e financeiras impostas ao país persa.
Falando a jornalistas antes de embarcar para um evento de campanha em Ohio, Trump rechaçou qualquer concessão sem o desmantelamento prévio e comprovado do programa de enriquecimento de urânio e o fim do financiamento de milícias aliadas no Oriente Médio.
Os termos do impasse
A proposta iraniana: Mediadores internacionais tentavam viabilizar um entendimento emergencial para reabrir rotas marítimas estratégicas no Golfo Pérsico, reduzindo os custos de frete marítimo e seguro internacional de carga, em troca do desbloqueio de receitas e contas bancárias estatais iranianas no exterior.
A posição de Washington: Trump classificou o plano como “fraude inaceitável” e reiterou a política de pressão máxima: “Eles estão sob sufoco econômico e queriam negociar a liberdade dos mares, que é um direito global, em troca de bilhões em sanções aliviadas. Não haverá acordo enquanto eles continuarem financiando o terrorismo”, sustentou.
Repercussão no mercado de energia: A negativa de Washington frustra expectativas imediatas de distensão na região e mantém a pressão de alta sobre as cotações internacionais do barril de petróleo tipo Brent nos mercados futuros.
Escalação de tensões
Autoridades em Teerã criticaram a postura norte-americana, acusando a Casa Branca de sabotar saídas pacíficas e alertando que o trânsito por águas territoriais permanecerá submetido a inspeções rigorosas e medidas de segurança nacional.
A recusa ocorre em meio ao aumento de patrulhas navais coordenadas por aliados ocidentais nas proximidades do Estreito de Ormuz para conter novas apreensões e ataques a navios comerciais.