O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) se reúne nesta sexta-feira (25) para deliberar se abre uma investigação formal preliminar sobre a conduta do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em processos relacionados ao Banco Master e a seu fundador, Daniel Vorcaro.
A análise ocorre em resposta a representações e pedidos de impedimento protocolados após relatórios da Polícia Federal revelarem mensagens de terceiros citando o PGR e uma fotografia tirada em Londres, em abril de 2024, na qual Gonet e Vorcaro aparecem em um mesmo evento.
O que está em discussão
O procedimento sob relatoria do subprocurador-geral Francisco Sanseverino avalia se há elementos suficientes para determinar diligências formais ou se o caso deve ser arquivado sumariamente:
Presidência da sessão: Por figurar como parte interessada, Gonet não participa da votação. A sessão é presidida pelo vice-procurador-geral da República, Nicolao Dino.
Cenários de votação: Se a maioria dos conselheiros votar pela abertura de procedimento, poderá ser designado um subprocurador para aprofundar as apurações ou deliberar sobre o afastamento de Gonet da condução dos inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Caso contrário, a representação é arquivada.
A manifestação do PGR
Em ofício já encaminhado aos integrantes do colegiado, Gonet refutou irregularidades ou conflito de interesses:
Contato pontual: O procurador-geral declarou que esteve com Vorcaro apenas em um evento institucional aberto promovido por entidade empresarial na Inglaterra, antes de qualquer acusação pública contra o empresário.
Mensagens de terceiros: Gonet classificou as conversas entre o advogado e o banqueiro como diálogos alheios e “descabidas imputações” sem respaldo fático, frisando que permanece plenamente apto a exercer suas atribuições constitucionais com independência.