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SUS reforça atendimento no Centro-Oeste diante de calor intenso e risco de incêndios

O Ministério da Saúde reforçou nesta quarta-feira (16) a preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Centro-Oeste diante da previsão de calor intenso, estiagem e aumento do risco de incêndios florestais nos próximos meses.

O alerta está relacionado ao fortalecimento do El Niño, que, segundo o governo federal, está em nível forte e pode chegar à classificação de “muito forte” ainda em setembro. A expectativa é de que os efeitos do fenômeno se estendam até março de 2027.

No Centro-Oeste, o cenário previsto é de redução das chuvas, temperaturas elevadas e estiagem prolongada. Essas condições aumentam o risco de queimadas e também podem comprometer o acesso à água potável em algumas localidades.

Entre as ações anunciadas para a região estão 212 Unidades Básicas de Saúde resilientes, entregues ou em construção, preparadas para enfrentar eventos climáticos extremos. As estruturas contam com recursos como energia solar, geradores e reserva de água para até 72 horas.

A região também recebeu 367 ambulâncias do Samu e 79 soluções destinadas ao acesso à água potável em áreas indígenas. O objetivo é ampliar a capacidade de resposta diante de situações de emergência provocadas por seca, calor extremo e incêndios.

O Ministério da Saúde alerta que o calor intenso e a fumaça das queimadas podem provocar estresse térmico e agravar problemas cardiorrespiratórios. Também há risco de acidentes relacionados ao manejo do fogo e dificuldades de abastecimento de água.

O monitoramento das condições climáticas e da qualidade do ar é feito por estruturas como o Centro de Informação em Saúde e Clima, em Cuiabá, além do Painel de Poluição Atmosférica e Saúde Humana. Os dados são usados para orientar estados e municípios na preparação da rede pública.

As medidas fazem parte do AdaptaSUS, plano nacional voltado à preparação do sistema de saúde para os efeitos das mudanças climáticas. A iniciativa prevê 27 metas, 93 ações e investimento de R$ 9,8 bilhões até 2035.

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