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Pesquisa Quaest: Levantamento analisa transferência de votos e cenários com Flávio Bolsonaro no segundo turno

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O instituto Quaest divulgou, nesta segunda-feira (14), um novo levantamento eleitoral com foco específico na dinâmica de transferência de votos e nas simulações de segundo turno envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A pesquisa busca mensurar o grau de fidelidade da base conservadora, a capacidade de atração do voto de centro e como o eleitorado reage em cenários de polarização direta contra as principais forças políticas da disputa presidencial.

O estudo avalia tanto os índices de rejeição consolidada quanto o potencial de herança de votos deixados por outros pré-candidatos do mesmo campo ideológico.

Dinâmica da transferência de votos

A análise da migração das intenções de voto aponta pontos de atenção para as coordenações de campanha:

 Retenção da base bolsonarista: Flávio Bolsonaro demonstra alta capacidade de retenção dos votos mais convictos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mantendo uma base sólida de apoio espontâneo e fidelizado.

 Resistência no eleitorado de centro: O principal gargalo identificado pelos pesquisadores reside na migração de votos de eleitores moderados e da terceira via. Entre aqueles que optam por outros nomes no primeiro turno, o índice de indecisão e a intenção de voto em branco ou nulo crescem quando confrontados com o cenário de segundo turno.

 Impacto dos índices de rejeição: A pesquisa mede também a taxa de rejeição direta — o percentual de entrevistados que afirmam que não votariam no candidato em nenhuma hipótese —, fator decisivo para definir o teto de crescimento eleitoral nas rodadas finais.

Simulações de segundo turno

Os cenários estimulados testados pela Quaest colocam em evidência o equilíbrio das forças em disputa:

 Polarização direta: Nos confrontos diretos simulados com o campo governista e a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os números apontam margem estreita e forte cristalização das intenções de voto em estratos tradicionais de renda e escolaridade.

 Divisão regional e demográfica: O levantamento reforça recortes demográficos nítidos, com desempenhos mais favoráveis no Sul e no Centro-Oeste, enquanto o Nordeste e as faixas de menor renda mantêm maior inclinação pelo bloco adversário.

Dados metodológicos da pesquisa

O levantamento do instituto Quaest foi contratado para acompanhar as tendências do processo eleitoral de 2026 e ouviu eleitores presencialmente em diversas regiões do país, respeitando cotas de gênero, idade, escolaridade e renda. Os dados completos contam com margem de erro e nível de confiança devidamente registrados junto à Justiça Eleitoral.

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