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Estratégia eleitoral: Campanha de Lula vai explorar na TV inquérito no STF contra Flávio Bolsonaro sobre o filme ‘Dark Horse’

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A equipe de comunicação da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu levar ao horário eleitoral gratuito de rádio e televisão os desdobramentos do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no financiamento do longa-metragem “Dark Horse”.

A estratégia, traçada pelos marqueteiros governistas, busca explorar politicamente as conclusões da Polícia Federal sobre triangulações financeiras com contratos públicos de wi-fi em São Paulo e suposta lavagem de dinheiro, associando a imagem da oposição a escândalos contábeis em pleno período eleitoral.

Linhas da narrativa publicitária

A coordenação política do PT desenhou eixos temáticos para guiar a veiculação das inserções e programas de bloco:

 Contraste de discursos: O material para a televisão pretende contrapor o discurso bolsonarista de integridade administrativa com as descobertas da Operação Make Up da Polícia Federal, que apontou repasses circulares de mais de R$ 6 milhões envolvendo entidades privadas e empresas de tecnologia.

 Foco no núcleo familiar: As peças devem enfatizar que o senador foi formalmente incluído como investigado nos autos sob relatoria do STF, reforçando a linha de que o projeto biográfico teria sido viabilizado por meio de expedientes financeiros irregulares.

 Inserções curtas: Além dos programas tradicionais da propaganda eleitoral, a prioridade será a exibição de pílulas diárias de 30 segundos, visando atingir o eleitor indeferente com mensagens diretas sobre o uso de verbas públicas municipais em produções de apelo partidário.

Reação da oposição e estratégias de contenção

Interlocutores da campanha do Partido Liberal (PL) e aliados de Flávio Bolsonaro já preparam contra-ataques e recursos à Justiça Eleitoral:

 Ações judiciais no TSE: A equipe jurídica da oposição monitora as peças para acionar de imediato o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando propaganda negativa antecipada, descontextualização probatória e pedido de concessão de direito de resposta.

 Narrativa de politização: A defesa do senador pretende rebater as propagandas afirmando que o inquérito é movido por perseguição política em momento eleitoral oportuno e sustentando que todas as despesas da obra foram estritamente privadas e auditadas.

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