Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) aprovaram a deflagração de greve por tempo indeterminado em diversos estados do país a partir desta sexta-feira (11). A decisão foi confirmada por representações sindicais, incluindo a Federação Interestadual dos Empregados da ECT (Findect), após o encerramento das rodadas de negociação sobre a pauta salarial e de benefícios sem que se chegasse a um consenso entre a diretoria da estatal e os empregados.
O movimento atinge centros operacionais de triagem, unidades de distribuição domiciliar e setores administrativos em diferentes bases regionais.
Principais reivindicações da categoria
A pauta apresentada pelos funcionários e sindicatos abrange eixos salariais, operacionais e de seguridade:
Reajuste salarial e perdas inflacionárias: Reposição integral da inflação acumulada no período, com reivindicação de ganho real incidente sobre os salários e gratificações de função.
Benefícios e assistência à saúde: Redução das taxas de coparticipação no plano de saúde (Postal Saúde) e reajuste nos valores dos vales alimentação e refeição.
Concurso público e condições operacionais: Cobrança por celeridade na realização de novos concursos para suprir o déficit de efetivo operacional em agências e rotas de entrega de encomendas e correspondências.
Segurança no trabalho: Implementação de medidas adicionais de proteção para carteiros e motoristas em áreas de risco e rotas de entregas sujeitas a assaltos.
Funcionamento dos serviços e planos de contingência
Para amenizar eventuais impactos nos prazos e na operação postal, a administração pública costuma acionar protocolos de contingência operacional:
Manutenção dos serviços essenciais: Cumprimento da cota mínima legal de trabalhadores em atividade para assegurar o funcionamento prioritário de serviços essenciais, como entrega de medicamentos, órgãos vitais e encomendas urgentes (Sedex 10 e Sedex 12).
Mecanismos de contingência: Remanejamento de equipes administrativas para funções operacionais nas centrais de triagem e redistribuição de cargas para centros de distribuição alternativos.
Agências de atendimento: A maior parte das agências próprias e terceirizadas busca manter as portas abertas ao público, embora prazos de triagem e entrega externa possam sofrer dilatações em caso de adesão maciça dos carteiros.
Mediação e próximos passos
Diante do início do movimento paredista, a expectativa recai sobre a mediação da Secretaria de Relações de Trabalho e uma eventual atuação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para propor uma audiência de conciliação entre a direção da estatal e as lideranças sindicais a fim de evitar prejuízos prolongados ao fluxo logístico e ao comércio eletrônico.