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Navios com 4 milhões de barris são atacados no Estreito de Ormuz

Dois superpetroleiros que transportavam cerca de 4 milhões de barris de petróleo da Arábia Saudita foram atingidos por projéteis enquanto atravessavam o Estreito de Ormuz. Os ataques aconteceram com poucos minutos de diferença na noite de segunda-feira (31) e foram confirmados nesta terça-feira (1º) por empresas de inteligência e rastreamento marítimo.

Cada embarcação carregava aproximadamente 2 milhões de barris de petróleo bruto, embarcados no terminal saudita de Juaymah. Os navios seguiam em direção ao mar aberto quando foram atacados nas proximidades de Khasab, em Omã.

O primeiro alvo foi o superpetroleiro Sidr, de bandeira saudita. A embarcação foi atingida a cerca de 30 quilômetros a nordeste de Khasab, de acordo com a empresa de inteligência marítima Marisks.

Minutos depois, o Senegal Prosperity, de bandeira liberiana, teria sido alcançado por três projéteis a aproximadamente 31 quilômetros da mesma região. Todos os tripulantes estavam em segurança até a última atualização.

A agência britânica de Operações de Comércio Marítimo também registrou o ataque contra um petroleiro que deixava o Estreito de Ormuz. As informações apontam para o mesmo incidente relatado pelas empresas de monitoramento.

A autoria dos disparos ainda não foi identificada. As operadoras responsáveis pelos navios não haviam divulgado informações detalhadas sobre os danos sofridos pelas embarcações.

Na manhã desta terça-feira, veículos de comunicação iranianos afirmaram que um petroleiro saudita havia sido interceptado enquanto passava pelo corredor sul do estreito. Não houve confirmação independente de que a informação esteja relacionada aos dois ataques.

Os incidentes ampliam a insegurança em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Antes da escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, aproximadamente um quinto do petróleo consumido globalmente passava pelo Estreito de Ormuz.

Os bloqueios realizados por forças iranianas e norte-americanas reduziram as exportações de petróleo e gás do Golfo Pérsico. Catar e Omã tentam negociar a normalização da navegação, mas as conversas ainda não produziram um acordo.

A tensão também pressiona os preços internacionais do petróleo. A possibilidade de novos ataques, interrupções no transporte e aumento dos custos de seguros para as embarcações pode encarecer os combustíveis em diferentes países.

O petróleo Brent era negociado em alta nesta terça-feira, em meio às preocupações com a segurança do transporte marítimo e às ameaças de novas ações militares dos Estados Unidos contra o Irã.

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