Após ficarem mais de doze meses foragidos e terem os nomes incluídos na Difusão Vermelha da Interpol, Antônio Buscariollo e seu filho, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, foram localizados e presos em uma propriedade rural no município de Rio das Pedras (SP). A dupla é apontada pelas investigações como responsável pelo assassinato de quatro homens em Icaraíma, no noroeste do Paraná, ocorrido em agosto de 2025.
A captura foi resultado de uma ação coordenada que também mirou outros membros da família por prestarem suporte à fuga:
Carlos Henrique Buscariollo: Outro filho de Antônio, detido em Santa Bárbara d’Oeste (SP) sob suspeita de viabilizar suporte logístico e financeiro para manter os parentes escondidos.
Carlos Eduardo Buscariollo: Também investigado no esquema de ocultação, já se encontrava recolhido ao sistema prisional em São Bernardo do Campo (SP) por envolvimento com tráfico de drogas.
Como os investigadores chegaram ao esconderijo
Segundo o delegado Leonardo Luiz Martinez, da 7ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, o trabalho de inteligência conseguiu fechar o cerco ao mapear os vínculos da família no território paulista:
“Foi esmiuçado o núcleo familiar e a gente detectou que eles eram de Santa Bárbara [d’Oeste]. Inclusive eles respondiam lá por umas medidas de prestação de serviço comunitário. Eram pessoas rastreadas. Então foi daí que a gente soube que existiam residências lá.”
A partir desse rastreamento na região de Santa Bárbara d’Oeste, os agentes identificaram a movimentação em um sítio localizado a cerca de 39 km de distância, em Rio das Pedras — a mais de 800 km do local onde os crimes foram cometidos no Paraná.
Relembre a emboscada e o caso de Icaraíma
O crime aconteceu no início de agosto de 2025, no distrito de Vila Rica do Ivaí, em Icaraíma (PR). Quatro amigos — Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza — desapareceram após se reunirem para realizar a cobrança de uma dívida imobiliária avaliada em R$ 255 mil.
As investigações da Polícia Civil do Paraná apontaram que o grupo foi atraído para uma emboscada fatal:
O veículo utilizado pelas vítimas foi localizado semanas depois, enterrado sob lonas em uma estrutura subterrânea (bunker) em mata fechada, com marcas de tiros e manchas de sangue.
Os corpos dos quatro homens foram encontrados sepultados clandestinamente e identificados por exames necroscópicos e papiloscópicos da Polícia Científica.
Os detidos foram conduzidos para audiência de custódia e permanecem à disposição do Poder Judiciário.