Uma operação contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) foi deflagrada nesta quarta-feira (12) para investigar o sequestro, a extorsão e a tortura de um advogado na Baixada Santista, no litoral de São Paulo.
A ação, batizada de Operação Patrocínio Fiel, é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Militar. Sete investigados são alvos de mandados de prisão temporária.
Também foram expedidos 19 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorrem em Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão, no litoral paulista, além de Florianópolis, em Santa Catarina.
Imóvel usado como cativeiro é alvo de buscas
As ordens judiciais são cumpridas em residências dos investigados, estabelecimentos comerciais supostamente vinculados ao grupo e no imóvel apontado como o local onde o advogado foi mantido em cativeiro.
A vítima teria sido sequestrada, torturada e extorquida por integrantes da organização criminosa. Os detalhes sobre as circunstâncias do crime, o período em que o advogado ficou sob domínio dos sequestradores e os valores exigidos não foram divulgados.
O sigilo também busca preservar a integridade da vítima e impedir que a divulgação antecipada de informações comprometa as diligências.
Investigação mira lideranças do PCC
De acordo com as autoridades, a operação procura desarticular lideranças do PCC com atuação na Baixada Santista. Os investigadores apuram a participação individual de cada suspeito no sequestro e a existência de outros crimes praticados pelo mesmo grupo.
Celulares, computadores, documentos, veículos e valores encontrados durante as buscas poderão ser apreendidos. O material será analisado para identificar comunicações entre os suspeitos, movimentações financeiras e possíveis ordens enviadas por integrantes da facção.
A apuração também tenta esclarecer se estabelecimentos comerciais foram utilizados para esconder recursos obtidos por meio de atividades criminosas.
Prisões são temporárias
As prisões determinadas pela Justiça têm caráter temporário e servem para impedir interferências na investigação durante a coleta das provas. A medida não representa condenação, e os investigados têm direito à defesa.
O Ministério Público ainda poderá solicitar a conversão das detenções em prisões preventivas, caso encontre elementos que indiquem risco à vítima, ameaça a testemunhas ou possibilidade de fuga.
As identidades dos investigados e do advogado não haviam sido divulgadas até a última atualização. As investigações continuam sob sigilo.