O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central conclui nesta quarta-feira (5) a reunião que definirá o novo valor da taxa básica de juros do país. A Selic está atualmente em 14,25% ao ano, após três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual.
A expectativa predominante entre os analistas do mercado financeiro é de uma nova redução de 0,25 ponto, o que levaria a taxa para 14% ao ano. Levantamento realizado pela Reuters mostra que 38 dos 42 economistas consultados projetam esse resultado. Outros quatro esperam a manutenção do índice atual.
A decisão será divulgada pelo Banco Central no início da noite desta quarta. Além do novo percentual, o mercado acompanhará o comunicado do Copom em busca de indicações sobre a possibilidade de novos cortes nas próximas reuniões.
Mesmo com a redução iniciada em março, os juros brasileiros permanecem entre os mais elevados do mundo. O Banco Central mantém uma postura cautelosa diante da inflação acima da meta, da resistência do mercado de trabalho e das incertezas fiscais e internacionais.
A Selic é utilizada como referência para as demais taxas cobradas no país. Suas alterações influenciam os juros de empréstimos, financiamentos, cartões de crédito e cheque especial, além da remuneração de aplicações financeiras.
Uma redução, entretanto, não significa queda imediata e proporcional das taxas oferecidas aos consumidores. Os bancos também consideram fatores como inadimplência, custos administrativos, impostos e o risco de cada operação.
Para as empresas, juros menores podem reduzir o custo do crédito destinado a investimentos, estoques e expansão das atividades. A medida também tende a estimular o consumo, embora seus efeitos sobre a economia apareçam de forma gradual.
A reunião iniciada na terça-feira (4) é a quinta do Copom em 2026. Conforme o calendário oficial, os próximos encontros estão previstos para setembro, novembro e dezembro.