Um terremoto de magnitude 4,7 atingiu a região dos Campos Flégreos, nas proximidades de Nápoles, na noite de sexta-feira (31). O balanço divulgado neste sábado (1º) aponta 26 feridos e cerca de 300 pessoas obrigadas a deixar suas casas por causa dos danos provocados pelo abalo.
Segundo a Proteção Civil da Itália, 21 feridos foram atendidos em Pozzuoli e outros cinco em Giugliano. Equipes de emergência continuam avaliando imóveis, e o número de moradores desalojados poderá aumentar conforme avançarem as vistorias.
O tremor principal ocorreu às 19h46, no horário local, a uma profundidade de aproximadamente três quilômetros. O epicentro foi localizado na área dos Campos Flégreos, uma extensa caldeira vulcânica densamente habitada a oeste de Nápoles.
A magnitude foi a maior registrada na região em mais de 40 anos. A força do terremoto levou moradores de Pozzuoli, Bacoli e bairros de Nápoles a saírem às ruas. Muitas famílias decidiram passar a noite fora de casa por medo de novos abalos e possíveis desabamentos.
O terremoto provocou rachaduras em fachadas, quedas de revestimentos e o desabamento de partes de edifícios desocupados. Em Pozzuoli, pedras de uma construção atingiram veículos estacionados. Também houve queda de rochas em áreas próximas a paredões, além de danos em imóveis e igrejas.
O fornecimento de energia foi interrompido em alguns pontos. A circulação de trens e do metrô também sofreu paralisações para que técnicos verificassem as condições das estruturas. Autoridades trabalham para normalizar os serviços no porto de Pozzuoli e na linha ferroviária Cumana.
Após o tremor principal, os equipamentos de monitoramento registraram cerca de 60 novos terremotos na área. A maioria foi de baixa intensidade. A réplica mais forte da madrugada teve magnitude 3,1 e ocorreu às 5h47, sendo percebida em Pozzuoli, Bacoli e diferentes bairros de Nápoles.
A Proteção Civil instalou uma área de acolhimento com 185 leitos no Palatrincone, em Pozzuoli. Equipes dos bombeiros e técnicos municipais permaneceram nas ruas durante a madrugada e a manhã deste sábado para verificar a estabilidade dos edifícios e orientar os moradores.
A primeira-ministra Giorgia Meloni acompanha a situação, enquanto uma unidade de crise coordena os trabalhos de assistência e monitoramento. As autoridades orientaram os moradores a comunicarem rachaduras e outros possíveis danos antes de retornarem aos imóveis.
Os Campos Flégreos registram aumento da atividade sísmica nos últimos anos. Pequenos tremores são frequentes na região, mas eventos mais fortes aumentam a preocupação entre os moradores e remetem à crise sísmica do início da década de 1980, quando milhares de pessoas tiveram de deixar suas casas.
As autoridades italianas mantêm o monitoramento da caldeira vulcânica e da sequência de tremores. Até o momento, não houve registro de mortes, mas as inspeções continuam nas áreas mais atingidas.