Equipes de resgate intensificaram nesta quarta-feira (29) as buscas por sobreviventes e desaparecidos após o terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o sul do Japão. O desastre deixou pelo menos 13 mortos, dezenas de feridos e provocou danos em cidades da ilha de Kyushu.
Mais de 4,5 mil militares foram mobilizados para auxiliar bombeiros, policiais e equipes de emergência. Aproximadamente 260 mil moradores receberam orientação para procurar centros de retirada diante dos danos estruturais e do risco provocado pelos tremores secundários.
Parte das buscas está concentrada em um shopping próximo à cidade de Kumamoto. O edifício foi parcialmente destruído por uma explosão registrada pouco mais de uma hora depois do terremoto. Oito pessoas foram retiradas dos escombros, mas três delas morreram. Outros três trabalhadores permaneciam desaparecidos nesta quarta-feira.
As autoridades investigam se um vazamento de gás provocou a explosão. Equipes que entraram no estabelecimento relataram cheiro do combustível, mas a causa ainda não havia sido confirmada.
Cinco pessoas também morreram em uma fábrica da Nippon Paper Industries após a queda de uma chaminé. Em diferentes pontos da região, a polícia recebeu centenas de chamados relacionados a imóveis danificados, desabamentos e moradores que precisavam de resgate.
O terremoto rompeu estradas, danificou casas e provocou o desabamento parcial de uma ponte sobre o Rio Kumagawa. Mais de 100 tremores secundários foram registrados até esta quarta-feira, aumentando a preocupação com novos deslizamentos e colapsos de estruturas já comprometidas.
Mais de 36 mil imóveis permaneciam sem energia elétrica, enquanto outras áreas enfrentavam interrupções no abastecimento de água. A situação é agravada pelo calor, com temperaturas próximas dos 34 °C, elevando o risco para moradores que estão sem eletricidade e para os desabrigados.
Hospitais da região receberam dezenas de feridos. Uma unidade próxima ao epicentro teve o funcionamento prejudicado pela falta de energia, enquanto outro hospital suspendeu novas admissões depois de atender 86 pacientes atingidos pelo desastre.
O tremor também afetou a indústria japonesa. Toyota, Honda, Sony e outras empresas suspenderam atividades em unidades da região. A fabricante de semicondutores TSMC retirou funcionários de uma fábrica por precaução e iniciou a retomada gradual das operações.
As autoridades orientaram os moradores a permanecerem em alerta durante aproximadamente uma semana. Existe a possibilidade de novos terremotos fortes e de deslizamentos em áreas onde o solo ficou instável.