Um terremoto de magnitude preliminar 7,1 atingiu o sul do Japão nesta terça-feira (28), provocando desabamentos, incêndios, interrupções no transporte e cortes no fornecimento de energia elétrica. Mais de 90 pessoas ficaram feridas, sendo pelo menos dez em estado grave.
O tremor ocorreu por volta das 16h27 no horário local, 4h27 pelo horário de Brasília e atingiu principalmente a província de Kumamoto, na ilha de Kyushu. A Agência Meteorológica do Japão registrou intensidade máxima em algumas localidades. Posteriormente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos revisou a magnitude para 6,8.
Um dos pontos mais atingidos foi um shopping da rede Aeon, onde uma explosão teria ocorrido antes do desabamento parcial do segundo andar. Pessoas ficaram presas no interior do estabelecimento, e equipes de emergência trabalham na retirada das vítimas. As autoridades investigam possíveis mortes, mas ainda não divulgaram um balanço oficial de óbitos.
Casas e outros edifícios desabaram em diferentes cidades. Incêndios, rachaduras em estradas e danos a construções históricas também foram registrados. Parte das muralhas do Castelo de Kumamoto, um dos principais monumentos da região, sofreu novos estragos.
Aproximadamente 300 mil moradores receberam orientação para deixar áreas consideradas vulneráveis. Cerca de 48 mil imóveis ficaram sem energia, enquanto falhas nos sistemas de telefonia e internet dificultaram a comunicação.
Um alerta de tsunami chegou a ser emitido para áreas costeiras de Kumamoto e províncias vizinhas, com previsão de ondas de até um metro. O aviso foi suspenso cerca de duas horas depois, sem registro de alterações significativas no nível do mar.
O terremoto também afetou o sistema de transportes. Trens de alta velocidade e linhas regionais tiveram as operações suspensas, um trem descarrilou na estação de Yatsushiro e o Aeroporto de Kumamoto foi fechado. Passageiros ficaram feridos durante os tremores.
O governo japonês mobilizou aproximadamente 3,6 mil integrantes das Forças de Autodefesa para auxiliar nos resgates e no atendimento aos desabrigados. Helicópteros foram enviados para avaliar os danos nas áreas de acesso mais difícil.
Fábricas de empresas como TSMC, Sony, Toyota e Honda interromperam temporariamente as atividades e retiraram trabalhadores das unidades localizadas na região. Até o momento, não foram identificadas anormalidades nas usinas nucleares próximas.
As autoridades alertam para a possibilidade de novas réplicas, incêndios e deslizamentos de terra. Dezenas de tremores secundários já foram registrados desde o abalo principal, dificultando o trabalho das equipes de resgate.