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Tarifaço dos EUA: taxa adicional de 25% entra em vigor e afeta 18% das exportações do Brasil

A nova alíquota adicional de 25%, implementada pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, entra em vigor nesta quarta-feira. Esta medida impacta aproximadamente 3 mil itens de exportação do Brasil, o que corresponde a cerca de 18% do volume total comercializado com o mercado norte-americano, totalizando aproximadamente US$ 7,4 bilhões, conforme dados comerciais.

Apesar da ampla aplicação da sobretaxa, mais de 2 mil produtos foram excluídos da lista. Itens considerados essenciais para o abastecimento interno dos EUA, como petróleo bruto, café em grão, carne bovina, suco de laranja, celulose e aeronaves, foram isentos. Em contraste, setores como máquinas industriais, açúcar, etanol, tabaco, calçados, pneus e madeira foram diretamente afetados pelo aumento dos custos.

A sanção econômica é resultado de uma investigação conduzida pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

No relatório oficial, a administração de Donald Trump alega que o Brasil adota políticas restritivas que prejudicam as empresas americanas.
Entre os pontos questionados por Washington estão o uso massivo do sistema de pagamentos PIX em detrimento de empresas de cartões americanas, a regulação e decisões judiciais sobre plataformas digitais e redes sociais, a ausência de reciprocidade no mercado de etanol, a concessão de tarifas preferenciais a países como Índia e México, além de críticas sobre a fiscalização ambiental e decisões relacionadas à Operação Lava Jato.


Posicionamento do governo brasileiro e estratégias


O governo federal classificou a medida como injusta, descabida e com clara motivação política, rebatendo as alegações e considerando temas como a soberania do PIX inegociáveis.

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