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Cade aprova fusão bilionária entre Warner e Paramount no Brasil

A área técnica do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira (8), sem restrições, a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance. A operação é avaliada em aproximadamente R$ 546,1 bilhões e poderá formar um dos maiores conglomerados de entretenimento do mundo.

A aprovação brasileira ainda não representa a conclusão definitiva do negócio. A decisão poderá ser analisada pelo Tribunal do Cade, enquanto a transação continua submetida a avaliações regulatórias em outros mercados.

Pelo acordo, a Paramount pagará o equivalente a cerca de R$ 154 por ação para adquirir todos os papéis da Warner em circulação. A empresa foi avaliada em aproximadamente R$ 402 bilhões, sem considerar o valor das dívidas assumidas na operação.

A união colocará sob o mesmo controle marcas como Warner Bros., HBO, CNN, Discovery, CBS, Nickelodeon e Paramount Pictures. O grupo também passará a administrar franquias de grande alcance, incluindo Harry Potter, Game of Thrones, Batman, Superman, Missão: Impossível e Bob Esponja.

Um dos principais efeitos poderá ocorrer no mercado de streaming. A Paramount controla o Paramount+, enquanto a Warner é responsável pela HBO Max. As empresas avaliam a integração das estruturas tecnológicas e dos catálogos, mas ainda não confirmaram se os serviços serão transformados em uma única plataforma.

A fusão também poderá provocar mudanças na produção e distribuição de filmes, séries, canais de televisão e eventos esportivos. A expectativa da Paramount é aumentar a capacidade de investimento e disputar espaço com Netflix, Disney, Amazon e outras plataformas globais.

A operação enfrenta resistência de profissionais do setor. Mais de mil atores, diretores e roteiristas divulgaram uma carta contrária ao negócio, alegando riscos de demissões, redução da concorrência e aumento dos preços cobrados do público.

Nos Estados Unidos, a transação recebeu aprovação do governo federal, mas ainda pode enfrentar contestações judiciais apresentadas por estados. A União Europeia e o Reino Unido também analisam os possíveis impactos da concentração sobre o mercado de entretenimento.

Os acionistas da Warner aprovaram a venda em abril. A negociação foi fechada depois de uma disputa com a Netflix, que também havia apresentado uma proposta para adquirir parte dos estúdios e dos serviços de streaming da companhia.

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