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Irã diz ter atacado alvos militares dos EUA no Golfo Pérsico

O Irã afirmou nesta quinta-feira (9) que lançou ataques contra infraestruturas militares dos Estados Unidos em países vizinhos no Golfo Pérsico, elevando novamente a tensão no Oriente Médio e colocando pressão sobre o cessar-fogo provisório entre os dois países.

Segundo as Forças Armadas iranianas, os ataques miraram estruturas ligadas aos EUA no Kuwait, no Catar e no Barein. A ofensiva ocorreu após novos bombardeios norte-americanos contra áreas costeiras do sul e do leste do Irã.

A escalada acontece em uma região estratégica para o comércio mundial de energia. O Estreito de Ormuz, rota por onde passa parte importante do petróleo global, voltou ao centro das preocupações internacionais após ataques a navios e novas ações militares na área.

Na quarta-feira (8), os Estados Unidos afirmaram ter atingido dezenas de alvos militares iranianos, incluindo sistemas de defesa aérea, estruturas de vigilância costeira, depósitos de mísseis, drones e instalações navais. Washington diz que a ação foi uma resposta a ataques contra embarcações comerciais na região.

O presidente Donald Trump afirmou que a situação no Golfo Pérsico poderia piorar caso o Irã voltasse a atacar navios. Ao mesmo tempo, o governo norte-americano tenta evitar que a crise se transforme em um conflito ainda mais amplo.

O Irã, por sua vez, acusa os Estados Unidos de violarem compromissos e afirma que responderá a qualquer novo ataque. A tensão ocorre enquanto o país prepara cerimônias fúnebres para o aiatolá Ali Khamenei, morto no início da guerra.

Países do Golfo acompanham a escalada com preocupação. O Catar, que abriga uma das principais bases militares dos Estados Unidos na região e costuma atuar como mediador em crises diplomáticas, pediu a retomada do diálogo.

O novo capítulo da crise aumenta o temor de impacto no preço do petróleo e na segurança marítima internacional. Qualquer agravamento no Estreito de Ormuz pode afetar o transporte de energia, pressionar mercados e ampliar os riscos para a economia global.

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