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PF mira pessoas ligadas a líder do PL em operação sobre desvio de cota parlamentar

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º) uma nova fase da Operação Rent a Car, batizada de Galho Fraco II, para aprofundar a investigação sobre suspeitas de desvio de recursos públicos da cota parlamentar.

A ação mira pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara. O parlamentar não está entre os alvos dos mandados cumpridos nesta quarta, mas é investigado no âmbito da operação.

As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e são cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Segundo a PF, o objetivo é coletar e preservar provas relacionadas à movimentação e à destinação dos recursos investigados.

A apuração envolve suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. De acordo com a Polícia Federal, há indícios de um esquema que teria envolvido agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas usadas para dar aparência de legalidade à movimentação de dinheiro público.

A investigação tem como base possíveis irregularidades na contratação de empresas de locação de veículos com verba da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap). Esse recurso é destinado ao custeio de despesas ligadas ao mandato, como transporte, hospedagem, divulgação da atividade parlamentar e manutenção de escritórios políticos.

Em fases anteriores da operação, a PF já havia mirado parlamentares e assessores ligados ao PL. Em dezembro, durante uma etapa da investigação, agentes encontraram dinheiro em espécie em endereço ligado a Sóstenes Cavalcante, o que passou a ser analisado pelos investigadores.

A nova fase busca esclarecer se recursos públicos da cota parlamentar foram desviados por meio de contratos de locação de veículos e se houve tentativa de ocultar ou alterar provas durante a apuração.

Sóstenes Cavalcante nega irregularidades. Em manifestações anteriores, o deputado afirmou que os recursos encontrados tinham origem lícita e que os contratos ligados ao mandato eram regulares.

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