Uganda confirmou nesta sexta-feira (22) novas mortes e o aumento de casos de Ebola ligados ao surto que avança pela África Central. O crescimento da doença elevou o nível de alerta das autoridades de saúde e levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a reforçar o monitoramento internacional diante do risco de expansão regional.
Segundo o Ministério da Saúde ugandês, os novos registros estão relacionados à circulação de pessoas vindas da República Democrática do Congo, onde está concentrado o epicentro do atual surto. Equipes médicas intensificaram o rastreamento de contatos, além da instalação de centros de isolamento e reforço no controle sanitário em regiões de fronteira.
A OMS informou que o surto é provocado pela variante Bundibugyo do vírus Ebola, considerada rara e sem vacina aprovada até o momento. O cenário preocupa especialistas pela dificuldade de contenção e pela rápida movimentação populacional entre países vizinhos da África Central.
Dados atualizados indicam centenas de casos suspeitos e mais de 170 mortes sob investigação na região afetada. Uganda já havia confirmado nos últimos dias a primeira morte ligada ao atual avanço da doença em território nacional.
Diante do agravamento da situação, o governo ugandês ampliou medidas de emergência sanitária, incluindo restrições em eventos públicos em áreas consideradas de risco e reforço da vigilância em aeroportos e postos de fronteira. Organizações internacionais também enviaram equipes de apoio para auxiliar no controle epidemiológico.
O Ebola é transmitido por contato direto com fluidos corporais contaminados e pode causar febre alta, dores intensas, vômitos e hemorragias graves. A taxa de mortalidade varia conforme a cepa do vírus e a rapidez do atendimento médico.