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Delação de Vorcaro entra em fase decisiva após aumento em proposta de devolução

A negociação para um acordo de delação premiada envolvendo o empresário Daniel Vorcaro entrou em uma fase decisiva após a defesa ampliar a proposta de devolução de recursos investigados no caso do Banco Master. Mesmo com a nova oferta, integrantes da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda demonstram resistência ao modelo apresentado, o que mantém em risco a homologação da colaboração no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com informações divulgadas nesta semana, investigadores passaram a cobrar a devolução de cerca de R$ 60 bilhões apontados como valores ligados ao suposto esquema investigado. Em resposta, a defesa de Vorcaro elevou a proposta inicial e apresentou um plano de ressarcimento estimado em R$ 40 bilhões, dividido em parcelas ao longo de dez anos.

Nos bastidores da investigação, o parcelamento é visto com cautela. Integrantes da PF avaliam que um prazo extenso pode comprometer a efetividade do acordo e aumentar a insegurança jurídica em torno do ressarcimento. Além disso, autoridades consideram essencial que a delação apresente provas inéditas, documentos consistentes e detalhes capazes de aprofundar as investigações sobre movimentações financeiras, patrimônio oculto e possíveis ramificações políticas do caso.

A Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master, avançou nos últimos meses com novas diligências autorizadas pelo STF. Investigadores afirmam que parte das provas já reunidas permite o prosseguimento das apurações independentemente da colaboração do empresário, fator que reduziu a margem de negociação da defesa nas tratativas do acordo.

Outro ponto analisado pela PGR é a relevância das informações entregues até o momento. A avaliação interna é de que uma colaboração premiada só deve ser validada caso apresente elementos realmente novos e úteis para o avanço das investigações. Sem isso, o entendimento é de que benefícios penais podem não se justificar.

A expectativa dentro dos órgãos responsáveis pela investigação é que as próximas semanas sejam determinantes para definir se a delação de Daniel Vorcaro será homologada ou rejeitada pelo Supremo.

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