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PF deflagra megaoperação contra facções criminosas em 16 estados

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), a Operação Força Integrada II, uma ampla ofensiva nacional contra organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro e outros crimes ligados ao crime organizado. A ação ocorre simultaneamente em 16 estados brasileiros e mobiliza centenas de agentes das forças de segurança pública. 

Segundo a PF, estão sendo cumpridos 236 mandados judiciais, sendo 71 mandados de prisão e 165 mandados de busca e apreensão. Os alvos da operação estão localizados nos estados do Espírito Santo, Ceará, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Acre, Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro. 

A operação é coordenada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), estrutura criada para integrar diferentes órgãos de segurança pública no enfrentamento às facções criminosas. Participam da ofensiva policiais federais, civis, militares e penais, além da Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e secretarias estaduais de segurança. 

De acordo com as investigações, os grupos criminosos atuavam em esquemas interestaduais de tráfico de drogas e armas, além de operações de lavagem de dinheiro para ocultar recursos obtidos ilegalmente. Em alguns estados, a PF também apura o uso de empresas de fachada, movimentações financeiras suspeitas e estruturas logísticas utilizadas pelas facções para distribuição de entorpecentes. 

Na Paraíba e em Minas Gerais, a Operação Trapiche concentra uma das maiores frentes da ofensiva nacional e mira uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que o grupo continuava sendo comandado por integrantes presos no sistema penitenciário. 

No Rio Grande do Norte, a Operação Barba II tem como alvo uma organização interestadual investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A Justiça autorizou bloqueios e sequestros de bens avaliados em cerca de R$13 milhões. Já em Minas Gerais, operações como Paper Stone e Rota Andina investigam estruturas ligadas ao tráfico internacional de drogas e ocultação patrimonial, com bloqueios milionários determinados pela Justiça. 

Em nota, a Polícia Federal afirmou que a operação busca enfraquecer a estrutura financeira e operacional das facções criminosas, ampliando a integração entre os órgãos de segurança pública e intensificando o combate ao crime organizado em todo o país. 

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