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Professores e servidores da Educação de Goiânia aprovam greve a partir do dia 12

Professores e servidores administrativos da rede municipal de Educação de Goiânia aprovaram, nesta quinta-feira (7), o início de uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira (12). A decisão foi tomada durante assembleia geral convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), realizada no Cepal do Setor Sul, após o agravamento do impasse entre a categoria e a Prefeitura de Goiânia. 

Segundo o Sintego, a paralisação ocorre após mais de um ano de negociações sem avanço considerado satisfatório pelos trabalhadores. A categoria cobra o pagamento de progressões atrasadas, reajuste do piso salarial do magistério referente a 2026, aplicação da data-base dos servidores administrativos, além da criação de um plano de carreira para os profissionais administrativos da Educação. 

O movimento também inclui reivindicações ligadas à convocação de aprovados em concurso público, aplicação da chamada “Lei do Descongela”, enquadramento funcional e implementação do piso nacional dos administrativos da Educação. Representantes do sindicato afirmam que a falta de respostas concretas da administração municipal levou ao endurecimento da mobilização. 

Durante a assembleia, a presidente em exercício do Sintego e vereadora por Goiânia, Ludmylla Morais, afirmou que a categoria chega ao limite após sucessivas tentativas de negociação com a prefeitura. O sindicato informou que cerca de 2,6 mil trabalhadores participaram da votação que aprovou a greve. 

A paralisação pode atingir mais de 370 unidades da rede municipal, incluindo escolas, Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) e creches. A expectativa do sindicato é de forte adesão já nos primeiros dias do movimento. 

Em resposta, a Secretaria Municipal de Educação afirmou que mantém diálogo aberto com os trabalhadores e questionou os motivos da greve. A pasta sustenta que o piso salarial dos professores está sendo cumprido e informou que avalia medidas para minimizar impactos no calendário escolar. A Prefeitura de Goiânia também não descarta recorrer à Justiça para tentar impedir a paralisação. 

O secretário municipal de Educação, Jaime Ricardo, declarou à imprensa local que uma eventual suspensão das aulas pode afetar diretamente a rotina de estudantes e famílias da capital. Mesmo assim, o Sintego mantém a convocação da greve e prevê novos atos e mobilizações ao longo da próxima semana. 

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