A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou, nesta terça-feira (28), a suspensão imediata da fabricação, comercialização e uso de protetores solares após identificar irregularidades no processo produtivo de uma empresa do setor de cosméticos. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e já está em vigor em todo o país.
Segundo a agência, a decisão foi tomada após inspeção sanitária realizada em abril, que constatou o descumprimento de normas de Boas Práticas de Fabricação. Entre os problemas apontados estão falhas no controle de qualidade e divergências entre as fórmulas aprovadas e aquelas efetivamente utilizadas na produção.
A medida atinge produtos ligados à fabricante responsável, incluindo itens comercializados sob marcas como Sunlau, Wurth e Needs, que passam a ter fabricação, distribuição e uso suspensos até a regularização. A Anvisa não descarta a ampliação das restrições caso novas irregularidades sejam confirmadas.
A autarquia destacou que, no caso de protetores solares, essas inconsistências podem comprometer diretamente a eficácia do produto, especialmente em relação ao Fator de Proteção Solar (FPS) indicado no rótulo, o que representa risco à saúde dos consumidores.
Além da suspensão, a resolução determina o recolhimento dos lotes afetados, a proibição da propaganda e a interrupção do uso em todo o território nacional. A medida também alcança outros itens fabricados pela mesma empresa, como repelentes.
Em nota, a Anvisa orienta que consumidores interrompam imediatamente o uso dos produtos atingidos e busquem informações junto aos pontos de venda ou fabricantes sobre devolução e descarte.
A ação reforça o monitoramento sanitário sobre itens de uso cotidiano e destaca a importância do cumprimento rigoroso das normas de qualidade, especialmente em produtos diretamente ligados à proteção da saúde.