O Brasil iniciou nesta sexta-feira (24) uma mobilização nacional de vacinação em escolas públicas e privadas, com foco na ampliação da cobertura entre crianças e adolescentes. A ação, coordenada pelo Ministério da Saúde do Brasil, inclui a imunização contra o papilomavírus humano (HPV) como uma das principais frentes da campanha.
A iniciativa pretende alcançar cerca de 27 milhões de estudantes em mais de 100 mil instituições de ensino até o fim de abril. A estratégia leva a vacinação para dentro do ambiente escolar, com o objetivo de facilitar o acesso e aumentar a adesão aos imunizantes.
Um dos focos é a vacinação de resgate, voltada a jovens de 15 a 19 anos que não receberam a dose na idade recomendada. A medida segue em curso em 2026 e busca reduzir o número de adolescentes ainda desprotegidos contra o vírus.
Dados mais recentes apontam avanço na cobertura vacinal contra o HPV. Atualmente, cerca de 86% das meninas de 9 a 14 anos foram imunizadas, enquanto entre os meninos da mesma faixa etária o índice chega a aproximadamente 74%. Apesar da melhora, o país ainda não atingiu a meta de 90% recomendada pela Organização Mundial da Saúde para a eliminação do câncer do colo do útero.
A ampliação da cobertura também é resultado de mudanças no esquema vacinal, como a adoção da dose única para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, medida que simplifica o calendário e contribui para aumentar a adesão.
Além dos adolescentes, o público-alvo foi expandido para incluir grupos específicos, como pessoas imunocomprometidas e mulheres com lesões cervicais de alto grau, reforçando o papel do imunizante tanto na prevenção quanto na redução de complicações associadas ao HPV.
A vacina é considerada uma das principais ferramentas de prevenção contra diversos tipos de câncer, como os de colo do útero, pênis, ânus e orofaringe. A aposta do Ministério da Saúde do Brasil é que a intensificação das ações em escolas contribua para elevar os índices de vacinação ao longo de 2026.