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PF aponta uso de empresas para ocultar imóveis em esquema investigado

Na quinta-feira (16), a Polícia Federal informou que empresas foram utilizadas para intermediar e ocultar a propriedade de imóveis em um esquema investigado por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. A constatação integra documentos da mais recente fase de uma operação que apura a circulação de recursos por meio de estruturas empresariais consideradas irregulares.

Segundo a investigação, os envolvidos recorriam à criação ou utilização de empresas sem atividade econômica relevante para registrar bens de alto valor, especialmente imóveis. Essas companhias atuavam como intermediárias formais nas transações, dificultando a identificação dos verdadeiros proprietários.

A apuração indica que os imóveis eram utilizados como forma de repasse de vantagens indevidas. Para viabilizar o esquema, os recursos percorriam diferentes etapas, incluindo a passagem por fundos de investimento e empresas ligadas ao grupo investigado, até serem convertidos na aquisição dos bens.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, várias das empresas apresentam características semelhantes, como baixo capital social, abertura em curto intervalo de tempo e registro em nome de terceiros, o que reforça a suspeita de uso de “laranjas” para ocultação patrimonial.

Os investigadores também apontam que a estrutura tinha como objetivo conferir aparência de legalidade às operações, dificultando o rastreamento dos valores e a identificação dos beneficiários finais dos imóveis.

A operação resultou no cumprimento de mandados judiciais, incluindo prisões e buscas e apreensões. Os investigados poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção. As defesas ainda não se manifestaram oficialmente.

As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.

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