As capitais brasileiras registram baixa procura pela vacina contra a gripe neste mês de abril de 2026, cenário que preocupa autoridades de saúde em meio ao aumento da circulação de vírus respiratórios. A cobertura vacinal entre os grupos prioritários está, em média, entre 20% e 35%, índice considerado baixo para o estágio atual da campanha.
A campanha nacional de imunização foi iniciada no fim de março, com doses disponíveis gratuitamente nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). A meta do Ministério da Saúde é atingir ao menos 90% de cobertura entre idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades, patamar ainda distante da realidade observada nas principais cidades do país.
Dados das vigilâncias epidemiológicas apontam aumento nos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas primeiras semanas do ano, com a influenza entre os vírus mais identificados. Em centros urbanos, onde há maior circulação de pessoas, a baixa adesão à vacina potencializa o risco de disseminação da doença.
Diante do cenário, prefeituras têm intensificado ações para ampliar a vacinação, com estratégias como postos itinerantes, campanhas em escolas e imunização em locais de grande fluxo. Apesar dos esforços, o ritmo de aplicação ainda é considerado insuficiente para frear o avanço da gripe antes dos períodos de maior incidência.
Especialistas atribuem a baixa adesão a fatores como desinformação, percepção reduzida da gravidade da doença e queda no engajamento da população com campanhas de imunização. A orientação das autoridades é que os públicos elegíveis procurem os postos de saúde o quanto antes, garantindo proteção antes do pico sazonal.
Sem a ampliação da cobertura vacinal, há risco de aumento nas internações por doenças respiratórias nas próximas semanas, cenário que pode impactar diretamente a capacidade de atendimento da rede pública, especialmente nas grandes capitais.