A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (13), a apreensão e proibição de comercialização de um lote do medicamento Mounjaro, além de diversos suplementos e produtos considerados irregulares no mercado brasileiro. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União e fazem parte de ações de fiscalização contra falsificações e produtos sem registro sanitário.
No caso do Mounjaro KwikPen 15 mg, a Anvisa identificou indícios de adulteração em unidades do lote D719674C. Segundo informações da fabricante Eli Lilly, foram encontrados cartuchos com rótulos falsificados e inconsistências em relação ao produto original, o que levou à conclusão de que se trata de material adulterado. Com isso, o lote foi apreendido e sua venda, distribuição, uso e divulgação estão proibidos no país.
Além do medicamento utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e também associado ao controle de obesidade, a agência reguladora também ampliou a fiscalização para outros produtos. Entre eles, estão suplementos alimentares e itens comercializados sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa, muitos deles com promessas terapêuticas sem comprovação científica.
A agência também reforçou que produtos de origem desconhecida ou vendidos como medicamentos sem autorização sanitária representam risco à saúde pública, já que não passam por avaliação de segurança, qualidade e eficácia.
Outros casos recentes incluem a apreensão de lotes falsificados de medicamentos injetáveis e a suspensão de suplementos divulgados irregularmente na internet, ampliando o cerco contra a comercialização de produtos clandestinos no país.
A Anvisa orienta consumidores a sempre verificar o registro de medicamentos e suplementos antes da compra e a desconfiar de produtos vendidos fora de canais oficiais ou com promessas de efeitos rápidos sem comprovação científica.