PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

EUA iniciam bloqueio naval ao Irã e Teerã reage com ameaças a portos da região

Em uma escalada sem precedentes nas tensões do Oriente Médio, os Estados Unidos deram início, nesta segunda-feira (13), a um bloqueio marítimo estratégico contra o Irã. A operação, coordenada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), ocorre logo após o encerramento sem acordo das negociações de paz realizadas no Paquistão. Em resposta imediata, o governo iraniano elevou o tom e ameaçou a infraestrutura portuária de toda a região.

O cerco no Golfo de Omã

A medida foi oficializada após o fracasso dos diálogos em Islamabad, que buscavam uma solução para as disputas sobre o programa nuclear e a segurança na navegação. De acordo com o comunicado americano, o bloqueio será aplicado a qualquer embarcação que tente entrar ou sair de águas iranianas no Golfo Pérsico, no Golfo de Omã e no Mar Arábico.

A Casa Branca ressaltou que a liberdade de tráfego pelo Estreito de Ormuz será garantida apenas para navios com destino a outras nações, desde que estes não colaborem com o que Washington denomina “pedágios ilegais” cobrados por Teerã. O governo americano declarou que qualquer um que pagar um pedágio ilegal não terá passagem segura em alto-mar.

A retaliação de Teerã

A reação iraniana veio por meio de um alerta direto aos vizinhos árabes e à comunidade internacional. O governo do Irã classificou o cerco como um ato de agressão e afirmou que, se for impedido de utilizar suas rotas comerciais, a segurança de todos os portos da região será comprometida.

O comando militar iraniano afirmou em nota que a segurança é um bem comum e que ou todos possuem, ou ninguém terá. A declaração é vista por analistas como um sinal claro de que portos estratégicos nos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Omã podem sofrer represálias caso a economia iraniana seja asfixiada pelo bloqueio.

Instabilidade econômica

O impacto do anúncio foi imediato nos mercados financeiros. O preço do petróleo Brent registrou uma alta acentuada nas primeiras horas do dia, refletindo o temor de que o Estreito de Ormuz, o ponto de passagem mais importante para o fornecimento global de energia, seja fechado permanentemente.

Enquanto a Marinha dos EUA posiciona seus ativos em águas internacionais para assegurar o bloqueio, a Guarda Revolucionária do Irã mantém suas unidades em alerta máximo. O impasse coloca o mundo diante de um risco iminente de conflito direto, com potências globais pedindo contenção para evitar uma guerra de grandes proporções no coração do mercado energético.

Leia mais

PUBLICIDADE