A FIFA confirmou nesta quinta-feira (9) os profissionais brasileiros selecionados para atuar na Copa do Mundo de 2026, e o país terá nove representantes na arbitragem do torneio que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá. O Brasil aparece entre as delegações com maior presença no quadro de arbitragem e terá nomes tanto no campo quanto na cabine do vídeo.
Entre os escolhidos para a função de árbitro principal estão Wilton Pereira Sampaio, Raphael Claus e Ramon Abatti Abel. Já na equipe de assistentes, os brasileiros confirmados são Bruno Boschilia, Bruno Pires, Danilo Manis, Rodrigo Figueiredo e Rafael Alves. O quadro nacional é completado por Rodolpho Toski Marques, selecionado para atuar como árbitro de vídeo (VAR).
A presença de três árbitros de campo representa um marco importante para a arbitragem brasileira no ciclo rumo ao Mundial. Em janeiro deste ano, a própria CBF já havia informado que a FIFA promovia no Rio de Janeiro um seminário com árbitros da Conmebol e da Concacaf pré-selecionados para a competição, com participação justamente de Wilton, Claus e Ramon. Na ocasião, a entidade tratou a possibilidade como histórica para o país.
Dos três nomes de campo, Wilton Pereira Sampaio e Raphael Claus já carregam experiência recente em Copa do Mundo, enquanto Ramon Abatti Abel chega como uma das novidades brasileiras no principal torneio do futebol mundial. O catarinense vinha sendo observado ao longo do ciclo e ganhou espaço internacional com atuações em competições organizadas pela FIFA e pela Conmebol.
A lista anunciada nesta quinta reforça também a confiança da FIFA no quadro nacional de arbitragem. Em 2025, o Brasil já havia aparecido com destaque na Copa do Mundo de Clubes, com profissionais escalados em partidas da competição, o que serviu como indicativo da força brasileira no processo de seleção para o Mundial de seleções.
A Copa do Mundo de 2026 será a primeira da história com 48 seleções e terá um calendário ampliado, o que aumenta a exigência técnica e operacional sobre a arbitragem. Com isso, a escolha dos brasileiros ganha ainda mais relevância em um torneio que promete ser o maior já organizado pela FIFA.
Com a definição, o Brasil garante presença não apenas dentro de campo com a Seleção, mas também em um dos setores mais estratégicos da competição, mantendo tradição e protagonismo também no apito.