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Governo reduz a zero imposto de quase mil produtos importados

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (26) a redução a zero do Imposto de Importação de quase mil produtos, em uma nova rodada de medidas voltadas à redução de custos para setores estratégicos da economia. A decisão foi aprovada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) e amplia a lista de itens beneficiados com tarifa zerada no comércio exterior.

Entre os produtos contemplados estão 970 itens classificados como bens de capital, bens de informática e telecomunicações, além de medicamentos e insumos usados em diferentes cadeias produtivas. Segundo o governo, a medida tem como foco facilitar o acesso a equipamentos, matérias-primas e produtos sem fabricação nacional ou com oferta insuficiente no mercado brasileiro.

A nova deliberação também alcança medicamentos utilizados no tratamento de doenças como diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia, além de fungicidas, inseticidas, insumos da indústria têxtil, produtos de nutrição hospitalar e matérias-primas empregadas em diferentes segmentos industriais. A avaliação da equipe econômica é de que a iniciativa pode aliviar custos de importação e reduzir gargalos em áreas consideradas estratégicas.

A decisão ocorre em meio à pressão de setores produtivos que vinham cobrando maior previsibilidade na política tarifária e menor custo para importação de itens essenciais à produção. Nos bastidores, a medida é vista como um movimento para equilibrar a proteção à indústria nacional com a necessidade de garantir competitividade a empresas que dependem de máquinas, componentes e insumos vindos do exterior.

Embora o anúncio tenha potencial para reduzir despesas em parte da cadeia produtiva, o efeito direto no bolso do consumidor deve variar de acordo com o setor e o tipo de produto beneficiado. Em alguns casos, a redução da tarifa pode ajudar a aliviar preços; em outros, o impacto tende a ser mais indireto, refletindo principalmente sobre produção, investimento e abastecimento.

Com a nova decisão, o governo recoloca a política de importação no centro da agenda econômica em um momento de debate sobre competitividade, custo Brasil e estímulo à atividade industrial. A expectativa agora é pela publicação detalhada das resoluções com a lista completa dos itens que passarão a contar com alíquota zero.

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