A prévia da inflação oficial do país desacelerou em março e registrou alta de 0,44%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (26). O resultado veio 0,40 ponto percentual abaixo do observado em fevereiro, quando o indicador havia avançado 0,84%.
Apesar da perda de ritmo, a inflação seguiu pressionada principalmente pelos gastos com alimentação e despesas pessoais, grupos que tiveram maior peso no resultado do mês. Segundo o instituto, a alta dos preços nesses segmentos continuou impactando diretamente o orçamento das famílias e manteve a atenção do mercado sobre a trajetória do custo de vida no país.
O IPCA-15 é considerado a principal prévia da inflação oficial brasileira e funciona como um termômetro do comportamento dos preços antes da divulgação do IPCA cheio, prevista para o início de abril. O indicador mede a variação de preços para famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos em áreas urbanas do país.
Os dados divulgados nesta quinta mostram que, embora a inflação tenha perdido intensidade na comparação com fevereiro, a pressão sobre itens essenciais ainda segue presente. O resultado também reforça o cenário de cautela em torno da política monetária e das expectativas para os próximos meses, especialmente diante do peso dos alimentos na composição do índice.
Entre as localidades pesquisadas pelo IBGE, Goiânia registrou variação de 0,29% em março, abaixo da média nacional de 0,44%. Já o maior resultado regional foi observado em Recife, com 0,82%, enquanto Curitiba apresentou recuo de 0,06% no período.
Com a divulgação do IPCA-15, o mercado passa agora a acompanhar os próximos indicadores para avaliar se a desaceleração registrada em março será suficiente para aliviar a pressão inflacionária no curto prazo ou se o comportamento dos preços seguirá como um dos principais focos da economia brasileira nas próximas semanas.