Nesta terça-feira (24), Tel Aviv voltou a ser alvo de uma nova onda de mísseis em meio à escalada do conflito entre Irã e Israel, mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que havia “conversas produtivas” em andamento com Teerã.
De acordo com autoridades israelenses, sirenes de alerta foram acionadas em diferentes regiões do país, enquanto sistemas de defesa aérea tentaram interceptar os projéteis. Parte dos mísseis atingiu áreas urbanas, provocando danos materiais e deixando feridos. Equipes de emergência foram mobilizadas para atender as ocorrências, e moradores buscaram abrigo em bunkers.
A nova ofensiva ocorre em meio a um cenário de incerteza diplomática. Na véspera, Trump declarou que negociações estariam avançando para conter o conflito e indicou a possibilidade de evitar novas ações militares contra o território iraniano. A fala, no entanto, foi rapidamente contestada por autoridades de Teerã, que negaram qualquer negociação direta com Washington e classificaram as declarações como infundadas.
No campo militar, os acontecimentos desta terça-feira indicam um movimento oposto ao discurso político. O Irã intensificou os ataques com mísseis e drones, enquanto Israel ampliou sua resposta com bombardeios a alvos considerados estratégicos, incluindo posições ligadas a forças apoiadas por Teerã em outros pontos da região.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as operações continuarão e sinalizou que o país manterá a ofensiva diante do que classificou como ameaça direta à segurança nacional. A declaração reforça a avaliação das autoridades locais de que não há, neste momento, indicativos concretos de cessar-fogo.
A sucessão de ataques e contra-ataques amplia a instabilidade no Oriente Médio e eleva a pressão internacional por uma solução diplomática. Apesar das sinalizações vindas dos Estados Unidos, os episódios mais recentes indicam que o conflito segue em escalada, com impactos diretos sobre a população civil e sem perspectiva imediata de trégua.