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Acadêmicos de Niterói abre noite, Imperatriz emociona, Portela aposta na tradição e Mangueira encerra primeiro dia do Grupo Especial no Rio

A primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro levou milhares de foliões à Marquês de Sapucaí neste domingo (15), abrindo oficialmente a disputa pelo título do Carnaval 2026. Com enredos que percorreram histórias pessoais, homenagens culturais e narrativas de ancestralidade, a noite marcou a estreia das quatro primeiras escolas da elite do samba, mantendo alto nível técnico e arquibancadas lotadas.

A abertura ficou por conta da Acadêmicos de Niterói, que apresentou o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, exaltando a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Alegorias representaram momentos históricos e conquistas sociais, enquanto a comissão de frente dramatizou cenas emblemáticas da vida política e popular. A bateria manteve ritmo constante e as fantasias, com cores fortes e elementos simbólicos, garantiram equilíbrio entre mensagem e espetáculo.

Na sequência, a Imperatriz Leopoldinense trouxe “Camaleônico”, enredo que celebrou a carreira e versatilidade do cantor Ney Matogrosso. Com carros alegóricos gigantescos, figurinos impactantes e uma comissão de frente teatral, a escola transformou a Sapucaí em um verdadeiro palco artístico. Os efeitos visuais chamaram atenção da crítica, e a bateria e a harmonia receberam aplausos do público.

Terceira a desfilar, a Portela apresentou “O Mistério do Príncipe do Bará — A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”, resgatando memória e religiosidade afro-brasileira. A escola combinou alas coreografadas, bateria potente e carros alegóricos que uniram simbologia e grandiosidade, conquistando aplausos pela força narrativa e riqueza estética.

Fechando a noite, a Estação Primeira de Mangueira desfilou com “Mestre Sacacá do Encanto Tucuju — o Guardião da Amazônia Negra”, em homenagem ao curandeiro paraense Mestre Sacaca. A Mangueira destacou-se pelo samba-enredo envolvente, participação expressiva da comunidade e alegorias que representaram a biodiversidade amazônica e a resistência indígena, mantendo ritmo intenso do início ao fim e garantindo um encerramento em alto nível técnico.

Com apresentações equilibradas e competitividade evidente, a abertura do Grupo Especial indicou uma disputa acirrada pelo título. Os desfiles seguem nesta segunda-feira (16) com Mocidade Independente de Padre Miguel, Beija‑Flor de Nilópolis, Unidos do Viradouro e Unidos da Tijuca, enquanto na terça-feira (17) encerram o Grupo Especial Paraíso do Tuiuti, Unidos de Vila Isabel, Acadêmicos do Grande Rio e Acadêmicos do Salgueiro. Cada escola terá até 80 minutos para apresentar seus carros alegóricos, fantasias e evoluções, e os jurados avaliarão bateria, harmonia, samba-enredo, alegorias, evolução e demais quesitos que definirão a campeã do Carnaval 2026.

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