A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) discute mudanças no sistema de rebaixamento do Campeonato Brasileiro da Série A após a adoção da nova fórmula de classificação da Série B para a elite. A proposta em estudo altera diretamente a relação entre clubes que sobem e os que descem entre as duas divisões.
Como é o modelo atual
Atualmente, o Brasileirão conta com 20 clubes, disputados em pontos corridos. Ao fim das 38 rodadas, os quatro últimos colocados são rebaixados para a Série B. Na divisão inferior, quatro equipes conquistam o acesso, mantendo o equilíbrio numérico entre as competições.
Como ficaria o novo modelo em debate
Pela proposta em avaliação na CBF:
O número de rebaixados da Série A cairia de quatro para três;
A Série A continuaria com 20 clubes;
A mudança passaria a valer somente em uma temporada futura, após aprovação dos clubes;
O acesso da Série B seria ajustado para três vagas, acompanhando o novo formato.
A discussão ganhou força após a reformulação recente da Série B, que passou a dar maior peso ao desempenho ao longo de toda a competição, reduzindo distorções e tornando o acesso mais previsível do ponto de vista técnico.
Por que a CBF estuda a mudança
Internamente, a CBF avalia que o atual modelo, com quatro rebaixados, representa um índice elevado de queda, cerca de 20% dos clubes da elite por temporada. Dirigentes defendem que a redução:
diminui o impacto financeiro da queda de divisão;
aumenta a estabilidade esportiva da Série A;
permite melhor planejamento dos clubes;
mantém a competitividade sem comprometer o mérito esportivo.
Resistências e próximos passos
Clubes da Série B demonstram preocupação com a possível redução de vagas de acesso, argumentando que a mudança pode limitar oportunidades e aprofundar desigualdades financeiras entre as divisões.
O tema será debatido no Conselho Nacional de Clubes (CNC). A CBF trabalha para construir consenso antes de levar a proposta à votação, evitando alterações abruptas no regulamento.
Até que haja decisão oficial, o formato atual segue mantido. A expectativa é que a definição ocorra nos próximos meses, dentro do processo mais amplo de revisão do modelo competitivo do futebol brasileiro.