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Caso Master leva Fictor a pedir recuperação judicial

O Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial no domingo (1), no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), após os desdobramentos do caso Banco Master, que envolveu a tentativa frustrada de aquisição da instituição financeira e sua posterior liquidação extrajudicial pelo Banco Central. O grupo declarou dívidas em torno de R$ 4 bilhões no processo.

A Fictor esteve no centro das negociações ao anunciar, em 17 de novembro de 2025, a intenção de liderar um consórcio para comprar o Banco Master, com previsão de aporte bilionário para reforçar o capital do banco. A operação, no entanto, foi interrompida no dia seguinte, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição, diante de uma grave crise de liquidez e indícios de irregularidades.

A intervenção regulatória foi acompanhada por investigações da Polícia Federal, que apuram suspeitas de fraudes e inconsistências na gestão e na composição de ativos do Banco Master. O episódio teve ampla repercussão no mercado financeiro e provocou impactos em empresas envolvidas direta ou indiretamente nas tratativas, entre elas o Grupo Fictor.

No pedido apresentado à Justiça, a Fictor afirma que a sucessão de notícias negativas após a liquidação do banco afetou contratos, relações comerciais e o fluxo de caixa das empresas do grupo. A recuperação judicial, segundo a companhia, busca criar um ambiente organizado para a renegociação das dívidas, com tratamento isonômico entre credores e suspensão temporária de execuções judiciais, conforme previsto na legislação.

A empresa sustenta que não enfrenta insolvência estrutural e declara que pretende honrar seus compromissos financeiros ao longo do processo, enquanto elabora um plano de reestruturação a ser submetido à assembleia de credores.

O caso amplia os efeitos do colapso do Banco Master, cujos desdobramentos seguem atingindo o sistema financeiro e o ambiente empresarial, alcançando não apenas correntistas e investidores, mas também grupos que tentaram assumir o controle da instituição às vésperas da intervenção do Banco Central.

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