PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Paralisação do INSS deixa milhares sem atendimento e gera reclamações em todo o país

Introdução

A interrupção dos serviços do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desde a terça-feira, 27 de fevereiro, deixou milhares de aposentados, pensionistas e segurados sem atendimento em todo o território nacional. A paralisação, que se estende até domingo, 1º de março, afetou agências físicas, o aplicativo Meu INSS e a Central 135, causando transtornos e filas em diversas cidades. A medida foi implementada pela Dataprev para a modernização dos sistemas, mas a comunicação com os usuários apresentou falhas significativas.

Desenvolvimento

Na prática, segurados que se dirigiram às agências na quarta-feira, 28, encontraram as portas fechadas e a suspensão total dos serviços. A cabelereira Flávia Tereza Araújo, que aguarda há seis meses uma perícia devido a uma lesão, questionou a falta de aviso prévio. Situações similares foram registradas de norte a sul do país, como em Dourados, Mato Grosso do Sul, onde o aposentado João Gomes dos Santos relatou que um guarda informou verbalmente sobre o fechamento.

O impacto foi particularmente severo para casos urgentes. Em Manaus, a dona de casa Miriam Vasconcellos viajou quatro horas de ônibus para uma reavaliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) de sua filha Yasmin, que tem autismo, e temeu perder o auxílio. O INSS afirmou que os segurados foram informados pelos canais oficiais e que funcionários ligaram para quem tinha agendamento até sexta-feira, mas as filas e relatos contradizem a eficácia dessa comunicação.

A suspensão programada dos serviços ocorre em um contexto de dependência crítica da população aos benefícios previdenciários. Muitos segurados, como uma mãe com bebê de um mês que aguarda o recebimento da licença-maternidade, expressaram preocupação com a interrupção de seus processos e a incerteza sobre os prazos para regularização.

Conclusão

A paralisação do INSS, embora justificada como necessária para a modernização tecnológica, expôs fragilidades na comunicação entre o instituto e seus milhões de usuários. A falta de um aviso eficaz e abrangente resultou em prejuízos concretos para cidadãos que dependem dos serviços para acessar direitos essenciais. O episódio reforça a necessidade de canais de comunicação robustos e acessíveis em momentos de interrupção programada de serviços públicos.

As atividades serão retomadas normalmente na segunda-feira, 2 de março, com a promessa de um esforço concentrado para recuperar os atendimentos perdidos. A eficácia das medidas compensatórias anunciadas, como o mutirão e o reagendamento prioritário, será crucial para mitigar os danos causados pela interrupção e restaurar a confiança no sistema.

Leia mais

PUBLICIDADE