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Banco Central abre sindicância para revisar atuação no caso Banco Master

O Banco Central do Brasil instaurou, nesta quinta-feira (29), uma sindicância interna para apurar os procedimentos adotados na supervisão do Banco Master, instituição que teve a liquidação extrajudicial decretada no fim de 2025. A medida busca esclarecer a condução técnica do processo e identificar eventuais falhas na fiscalização durante o período de expansão do banco.

A apuração foi determinada pela presidência do Banco Central e será conduzida pela corregedoria da autarquia, em caráter reservado. Segundo o BC, a iniciativa não tem, neste momento, caráter disciplinar, mas pretende revisar decisões e protocolos aplicados antes e durante a intervenção na instituição.

O Banco Master passou a ser acompanhado mais de perto pelo regulador após apresentar crescimento acelerado e mudanças relevantes em sua estrutura financeira. Com o agravamento da situação, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial, diante da incapacidade do banco de honrar compromissos e manter níveis adequados de capital.

Paralelamente, o caso é investigado pela Polícia Federal, que apura suspeitas de fraudes financeiras, operações irregulares e possível prejuízo a investidores. As investigações caminham de forma independente, com cooperação institucional.

O episódio repercutiu no mercado financeiro e reacendeu o debate sobre os mecanismos de supervisão de bancos de médio porte. Especialistas avaliam que a sindicância pode levar a ajustes nos critérios de monitoramento e a um acompanhamento mais rigoroso de instituições com crescimento acelerado.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi acionado para assegurar depósitos dentro do limite legal, enquanto investidores com aplicações fora da cobertura seguem acompanhando o andamento do processo de liquidação.

O Banco Central informou que não há prazo definido para a conclusão da sindicância.

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