Era janeiro de 2025, e o Botafogo se preparava para a temporada de defesa dos títulos de Brasileirão e Libertadores, conquistados pouco mais de um mês antes. Algumas incertezas começavam a aparecer, mas o cenário ainda era mais positivo na comparação com o início de 2026 — ano que começou com as restrições de um transfer ban imposto pela Fifa e problemas financeiros mais graves. Em 2025, além de os atletas campeões ameaçarem não se reapresentar por discordância na verba de premiações, o clube seguia sem técnico após a saída de Artur Jorge, que só seria substituído no fim de fevereiro, com a chegada de Renato Paiva.
Ainda assim, a SAF tentava demonstrar força, com chegadas de reforços e indicações de um planejamento focado nas principais competições do ano, ignorando os primeiros meses do calendário. Um ano depois, o panorama é completamente diferente. Impedido de registrar novos jogadores desde dezembro, o Botafogo vive um cenário de instabilidade política e múltiplas cobranças de dívidas.
A mais recente é do Vélez Sarsfield, da Argentina, que reivindica pagamentos atrasados pela transferência de Montoro. Dono da SAF, Textor passou a enfrentar críticas e protestos da torcida, que passou a cobrar satisfações em meio à crise. Se há um aspecto em que o clube se encontra avançado em 2026 em relação a 2025, é a comissão técnica.
Enquanto no ano passado a procura pelo substituto de Artur Jorge se arrastou por quase dois meses, dessa vez o novo comandante foi decidido antes mesmo da virada do ano, após a saída de Davide Ancelotti. Martín Anselmi assinou em dezembro e estreou na terceira rodada do Carioca, contra o Volta Redonda. O argentino, que tem se esforçado para blindar o elenco dos problemas extracampo, não escondeu a urgência por uma mudança de cenário.