Para analistas do mercado, não se trata de empolgação passageira. A expectativa é que o Ibovespa mantenha o fôlego e encerre 2026 com desempenho sólido. Entre os principais vetores estão os possíveis cortes de juros no Brasil e nos Estados Unidos — movimentos que, se confirmados, tendem a favorecer ativos de maior risco, como as ações negociadas em bolsa.
Além disso, as ofensivas geopolíticas do presidente americano, Donald Trump, têm gerado instabilidade e receio nas economias desenvolvidas, levando investidores a buscar mercados emergentes, como o brasileiro. Mas o cenário não é garantia de resultados: os mesmos fatores de incerteza que favorecem o mercado brasileiro podem, a depender dos desdobramentos, frear ou reverter a alta. Após disparar quase 34% em 2025, o Ibovespa continua a brilhar aos olhos dos investidores.
O principal índice da bolsa brasileira iniciou o ano em forte aceleração, renovou máximas históricas e animou a Faria Lima. Só em janeiro, já registrou sete recordes de fechamento. Nesta terça-feira (27), alcançou os 181.
919 pontos pela primeira vez, acumulando valorização de quase 13% no ano. Em 12 meses, a alta é de 45%. Para analistas do mercado, não se trata de empolgação passageira.