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Irã em alerta máximo diante de movimentação militar dos EUA e Israel

O Irã declarou na sexta-feira (23) que qualquer ataque militar dos Estados Unidos será tratado como uma “guerra total”, enquanto intensifica a prontidão de suas forças diante da movimentação de uma frota americana no Oriente Médio. Um comandante da Guarda Revolucionária afirmou que as tropas estão com “o dedo no gatilho”, reforçando a retórica de resposta imediata.

Autoridades iranianas também alertaram que, caso os EUA avancem com qualquer ação, alvos ligados a investimentos americanos na região poderão ser retaliados. A ameaça ressalta a capacidade do país de usar mísseis e projéteis como instrumento de dissuasão.

Em resposta, os Estados Unidos deslocaram uma armada, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln, para o Golfo Pérsico. Segundo Washington, a movimentação visa monitorar a situação e reduzir riscos de escalada, embora o governo norte-americano reitere que prefere evitar um confronto direto.

Israel, por sua vez, afirmou que suas Forças de Defesa (IDF) estão preparadas para agir “contra qualquer inimigo”. Foram mobilizados reservistas e reforçados sistemas de defesa aérea em todo o país. Fontes internacionais indicam que Irã e Israel mantêm canais indiretos de comunicação por meio da Rússia, numa tentativa de evitar ataques precipitadamente.

O aumento da tensão ocorre em um contexto de instabilidade interna no Irã, onde protestos recentes deixaram milhares de mortos e dezenas de milhares de detidos. Além disso, o programa nuclear iraniano continua sendo alvo de pressão internacional, com Estados Unidos e Israel atentos ao desenvolvimento de tecnologias sensíveis.

Especialistas avaliam que, embora os preparativos militares e a retórica sejam intensos, a possibilidade de um ataque aberto ainda não é certa, e movimentos recentes podem servir tanto para dissuasão quanto para negociações diplomáticas.

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