PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Fundos da REAG registram rendimentos elevados, mas perdas em cotas preocupam investidores

O desempenho dos fundos ligados à REAG passou a ser analisado com maior rigor pelo mercado financeiro após a liquidação extrajudicial da gestora determinada pelo Banco Central. Embora alguns produtos tenham apresentado rendimentos elevados na distribuição de proventos, o retorno total para os cotistas foi impactado pela desvalorização das cotas e pela suspensão das operações.

Entre os fundos com dados públicos recentes, o FII RMAI11 (REAG Multi Ativos Imobiliários) registrou distribuição de dividendos próxima de 15% no acumulado de 12 meses, considerando apenas os valores pagos aos cotistas. O percentual chama atenção em um cenário de juros elevados, mas não reflete, necessariamente, ganho efetivo para todos os investidores.

Isso porque o fundo sofreu queda significativa no preço das cotas negociadas na B3, reduzindo o retorno total quando se considera a soma entre renda distribuída e valorização do ativo. Analistas apontam que o movimento ocorreu em meio ao aumento das incertezas sobre a gestora e questionamentos relacionados à governança e à qualidade dos ativos da carteira.

No caso de outros fundos administrados pela REAG, especialmente multimercados e estruturados, o desempenho foi ainda mais negativo. Alguns produtos registraram perdas relevantes no período recente, antes mesmo da intervenção do Banco Central, o que acendeu alertas no mercado sobre critérios de avaliação, gestão de risco e transparência.

Com a liquidação da gestora, os fundos permanecem com resgates e novas aplicações suspensos, aguardando a definição de um novo administrador ou eventual liquidação dos ativos. Especialistas destacam que, até a normalização do cenário, o histórico de rendimento deve ser analisado com cautela, já que resultados passados não garantem retorno futuro.

O caso REAG reforça o debate sobre a necessidade de maior fiscalização e governança no mercado de fundos de investimento, especialmente em produtos de maior complexidade, cujo desempenho pode variar de forma abrupta diante de falhas na gestão e no controle de riscos.

Leia mais

PUBLICIDADE